Logo Central do Franqueado2
  • Facebook Central do Franqueado
  • Copiar Link Central do Franqueado
  • Twitter Central do Franqueado
Central do Franqueado »Franchising »Taxa de franquia: o que é, como funciona e como calcular em sua rede
Franchising

Taxa de franquia: o que é, como funciona e como calcular em sua rede

7 min de leituraCarlos Griebler

Quando um investidor começa a vasculhar o franchising em busca de mais detalhes sobre o funcionamento do modelo, é comum que se depare com diversos conceitos e termos que — naturalmente — serão novidades aos seus olhos. Entre os principais, destacamos a taxa de franquia, que representa um dos principais valores desembolsados pelo franqueado ao consolidar a concessão de uso da marca adquirida.

Para te ajudar a conhecer mais sobre o assunto, a Central do Franqueado preparou este guia completo sobre taxa de franquia. Nele você aprenderá o que é, de fato, a taxa de franquia, sua disposição na Circular de Oferta de Franquia junto a outras taxas e, a fim de também ajudar franqueadoras, como calcular o valor em sua franquia.

Confira o índice de conteúdos abordados no texto:

O que é a Taxa de Franquia?

Como vimos no início do artigo, entre as informações financeiras que mais chamam a atenção do investidor ao analisar o investimento no franchising, a taxa de franquia aparece como destaque. O pagamento da taxa — de forma fixa e única — corresponde à concessão de uso da marca ao franqueado e deve ser realizado logo após a assinatura do contrato de adesão.

Dessa forma, o encargo faz parte da aplicação inicial para abertura da unidade e, como veremos logo mais, deve estar devidamente discriminado na Circular de Oferta de Franquia. Além disso, é importante notar que existem franquias (embora poucas) que cobram a taxa a cada renovação do contrato de franquia, então fique atento nessa questão ao considerar o investimento em uma marca.

Para o franqueador, a principal função da taxa é auxiliar no custeio dos gastos que a rede tem no processo de prospecção e iniciação do franqueado. Segundo uma pesquisa do grupo Cherto, as redes de franquias costumam gastar entre R$10 mil a R$15 mil na divulgação para obter um novo franqueado. Estima-se que a cada 90 interessados, apenas um acaba sendo selecionado para se tornar franqueado.

O valor ainda auxilia a cobrir as despesas com treinamento, suporte e implantação da nova unidade, valores estes que variam de acordo com a natureza do segmento. Por fim, a cobrança também pode ser considerada uma maneira de remunerar a franqueadora pelo desenvolvimento do negócio, assim como pela tecnologia operacional, administrativa, entre outras questões empresariais.

Outras taxas do franchising

Embora a taxa de franquia seja a forma mais comum de pagamento encontrada no franchising, existem outros dois conceitos financeiros muito presentes nas redes de franquias. Estamos falando dos royalties e do fundo de propaganda.

Os royalties representam uma taxa mensal cobrada do franqueado para a utilização da marca e do know-how do franqueador até o final da vigência do contrato. Esse dinheiro arrecadado pelo franqueador também cobre despesas como treinamentos, atualização de manuais, convenções de venda etc. Além disso, não existe uma regra única para fixar o pagamento

As franquias de serviço e aquelas que não fornecem produtos às unidades cobram entre 4% e 10% do faturamento bruto de cada franqueado. Já naquelas em que também fabricam os produtos enviados a cada unidade, os royalties são calculados a partir das compras realizadas no período de um mês. Geralmente, o franqueado paga em torno de 20% a 40% de taxa em cima de suas compras.

Já o fundo de propaganda (também chamado de fundo de marketing), embora menos comentado, também simboliza um valor arrecadado mensalmente. Todavia, o foco desse pagamento está no investimento em ações institucionais que promovam a marca de forma geral. Significativamente menor do que os royalties, o fundo de propaganda fica em torno de 2% a 5% do faturamento de cada unidade, mas também pode ser estabelecido um valor fixo mensal.

Viu como é simples a diferença entre taxas no franchising?

Circular de Oferta de Franquia (COF)

No Brasil, o franchising é regulado pela Lei nº 8.955/94 — também conhecida como Lei de Franquias. Promulgada há 24 anos, a legislação delimita regras no contrato estabelecido entre franqueador e franqueado. Entre elas, a elaboração de uma Circular de Oferta de Franquia (COF), documento utilizado para apresentar as informações econômicas, jurídicas e operacionais da rede aos novos franqueados.

Segundo a Lei de Franquias, a COF deve fornecer “informações claras quanto a taxas periódicas e outros valores a serem pagos pelo franqueado ao franqueador ou a terceiros por este indicados, detalhando as respectivas bases de cálculo e o que as mesmas remuneram ou o fim a que se destinam”.

Dessa forma, a COF deve ser clara quanto às principais taxas a serem pagas pelo franqueado ao franqueador. Ainda, o documento deve detalhar as bases do cálculo e a finalidade do valor.

Franquias que não cobram taxa

Não é comum, mas há casos em que a franqueadora opta por não cobrar a taxa de franquia. Isso acontece principalmente em decorrência de um planejamento estratégico mais agressivo, pois é uma forma de a marca atrair mais candidatos a franqueados e buscar uma expansão mais rápida.

Além disso, algumas franquias oferecem descontos na taxa de franquia em alguns casos específicos. Por exemplo, na compra de uma segunda unidade por parte do franqueado ou pelo investidor apostar em uma região determinada pela rede.

Todavia, cabe uma atenção extra: a ausência da cobrança não retira da franqueadora as responsabilidades relacionadas ao suporte ao franqueado. Mesmo sem receber a taxa, a rede ainda é obrigada a oferecer know-how e transferir todo o conhecimento da marca, além de orientar e auxiliar o parceiro em caso de dúvidas e problemas.

Como calcular a taxa de franquia em sua rede

Esse é um item que desperta a curiosidade tanto de franqueadores quanto de franqueados. Afinal, franqueadores desejam aprender a como calcular corretamente o valor na sua rede para não saírem no prejuízo, enquanto franqueados querem ter certeza que o valor condiz com a realidade e que tudo aquilo pelo que ele está pagando estará sendo ofertado. 

Nesse sentido, em busca de saber como se dá o cálculo da taxa temos algumas opções. São elas:

Cobrança dos concorrentes

Você, como franqueadora, pode fazer a cobrança a partir da análise de valores cobrados pelos concorrentes do mesmo setor. E não há nada de errado nisso, afinal, analisar os valores cobrados pelos concorrentes do mesmo setor é uma tática comum. Isso acontece porque utilizar valores semelhantes ou até mesmo menores pode ser uma forma atrativa para conquistar franqueados.

Número mágico

O “número mágico” se refere à cobrança no total de 10% do investimento feito para abrir a unidade. Porém, há alguns aspectos que devem ser avaliados antes de determinar a porcentagem padrão.

A demanda de trabalho para a implantação da loja, por exemplo, varia muito de empresa para empresa. Uma obra grande que deva receber visitas periódicas exige mais custos. Já uma unidade menor, como uma microfranquia, pressupõe menos gastos.

Valor da marca

Pode ser a parte mais difícil, mas pare e pense: qual o seu valor? É preciso considerar o reconhecimento da marca perante o público, o grau de consolidação no mercado e o potencial como rede. Marcas como McDonald’s, por exemplo, possuem prestígio mundial a ponto de sua taxa de franquia muitas vezes ultrapassar o valor total de investimento de outras grandes redes.

Pense nos seus objetivos e imagine quantas unidades você quer abrir em um determinado período de tempo. Assim, poderá avaliar o melhor valor a ser cobrado dentro de uma estratégia de expansão mais conservadora, no longo prazo, ou mais agressiva, buscando um rápido crescimento.

Tempo

Isto é válido para qualquer rede de franquias. Quanto mais longo o contrato de um franqueado, maior o valor a ser cobrado. Então, não inicie com taxas exorbitantes, até para não afastar possíveis parceiros. 

É preciso ter atenção também para os reajustes no valor, pois de tempos em tempos, o valor deve ser reavaliado, levando em consideração o momento da rede, a valorização da marca e o aumento nos custos de produção.

Onde encontrar franquias para investir?

O investidor que está à procura de um negócio dentro do mercado de franquias deseja encontrar valores e informações sem burocracia. Analisando esse contexto e buscando conectar visitantes com nossos clientes franqueadores, a Central do Franqueado desenvolveu um portal com uma série de marcas estabelecidas do franchising.

Temos franquias de todos os formatos, valores e segmentos que vão te ajudar a alcançar tudo aquilo que é proporcionado pelo franchising. E o melhor: tudo que você precisa saber sobre a rede — incluindo a taxa de franquia e outros valores — são encontrados de forma clara e sem qualquer pegadinha.

Ficou animado com o franchising? Agora que você já sabe como funcionam as principais questões financeiras no investimento inicial de uma franquia, precisa encontrar a rede ideal para você, certo? Então não deixe de visitar o Portal de Franquias da Central do Franqueado!

Além disso, se você está pensando em tornar sua empresa em uma rede, pode conferir nosso guia completo sobre formatação de franquias. Esperamos você!

Author Avatar
Carlos Griebler

Redator em Central do Franqueado