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Franchising

O que é e como fazer uma análise de franqueabilidade?

11 min de leituraDario Ruschel

Franquear o negócio é o objetivo de muitos empreendedores que possuem a ambição de expandir suas empresas e alcançar novos mercados. Entretanto, é necessário ter as condições estruturais e financeiras ideais. Para isso, a análise de franqueabilidade é um estudo de viabilidade que visa a formatação de franquias e põe em xeque tais condições. 

Quer saber como desenvolver a análise de franqueabilidade da melhor forma possível em sua rede de franquias? A Central do Franqueado preparou esse conteúdo para te auxiliar durante todo o processo! Confira! 

Neste conteúdo você lerá sobre: 

O que é análise de franqueabilidade?

Empreender é arriscar. O sucesso no mundo dos negócios não vem da zona de conforto, mas sim da coragem de assumir riscos. O bom gestor, por sua vez, é aquele que sente quando deve dar um passo a mais em direção ao crescimento da sua empresa.

Como você deve saber, muitos sonham em franquear. Afinal, o franchising é um caminho comprovadamente seguro e rentável para a expansão de uma marca. Ainda assim, transformar uma empresa em uma rede de franquias demanda organização e preparação. Ou seja, franquear também é assumir riscos. Para minimizá-los, a análise de franqueabilidade é indispensável.

Antes de negociar o direito de uso de marca com terceiros, o empreendedor deve ter certeza de que o negócio é replicável. É disso que se trata a análise de franqueabilidade. Ela avalia se a empresa dispõe das condições necessárias para ser formatada em unidades de franquia.

Ou seja, franquear uma empresa é um desafio para qualquer gestor. Todavia, ao analisar aspectos estruturais da empresa, a análise de franqueabilidade dá (ou não) o sinal verde para a expansão pelo franchising. Nela, as finanças, o marketing, o planejamento estratégico e a possibilidade de transmissão de know-how de processos da empresa são postos à prova. Isso tudo é importante para garantir a padronização da marca e o controle de qualidade.

Muitas vezes, o projeto de franquia é interrompido nos primeiros momentos da avaliação, pois logo de início é percebida sua inviabilidade. A partir disso, podem ser destacados os pontos a serem melhorados ou adaptados dentro da empresa, a fim de que sua expansão seja possível.

Durante o texto, estaremos apresentando em linhas gerais como é feita a análise de franqueabilidade em qualquer empresa. Se você possui um negócio próprio e está pensando em franqueá-lo, fique atento às nossas dicas. Vamos lá?

Por que fazer análise de franqueabilidade? 

A importância da análise de franqueabilidade já ficou clara, certo? Expandir uma marca de forma tão específica, com a colaboração de terceiros, é uma jogada arriscada e um tanto quanto peculiar se comparada aos meios de expansão do empreendedorismo tradicional, centralizado em apenas uma pessoa. Fazer a análise é, portanto, um comprometimento do franqueador em potencial.

Mas podemos detalhar ainda mais motivos por trás desse recurso indispensável. Leia a seguir uma série de problemas típicos do franchising e entenda porque sempre devemos testar a franqueabilidade de um negócio antes de encararmos o mercado.

Falha na comunicação com franqueados

A questão mais importante do franchising é a padronização. Contudo, essa qualidade só será plenamente implementada com o desenvolvimento de outro dos pilares do mercado de franquias: a comunicação. 

Agora imagine que não houve análise de franqueabilidade e, nesse cenário, o empreendedor em questão é alguém que não acompanhou a transformação digital. Um senhor de idade, talvez. Ele, que até então tinha apenas a unidade inicial do negócio, não sabe como funciona o e-mail e — muito menos — tecnologias modernas. Assim, nosso personagem resolve as coisas à moda antiga: por telefone ou boca a boca. 

Você acha que ele conseguiria administrar uma rede de franquias com unidades espalhadas por uma grande região ou pelo Brasil inteiro? É evidente que não. O produto pode estar muito acima do que o oferecido pelos concorrentes, o preço pode ser muito mais justo, a marca pode apresentar uma série de diferenciais, mas sem uma comunicação assertiva e organizada, o negócio não irá para frente.

Marketing pouco criativo 

Marketing é uma das chaves do sucesso de todo empreendimento, independente do seu modelo de negócio, mercado no qual está inserido ou o tipo de empreendedor que você é. Entretanto, esses fatores são, sim, muito importantes na hora de traçar estratégias e definir o planejamento publicitário geral de uma empresa. 

O franchising pressupõe um marketing preparado para trabalhar em diversas frentes, uma vez que a marca se segmenta em diversas unidades, cada qual com seu contexto específico. Um franqueador precisa estar disposto a entender as muitas possibilidades de uma marca em constante expansão. 

Assim, quem não entende as necessidades do marketing no franchising e planeja gerir esse setor como fazia antes de franquear, ruma à falência. O entendimento, a capacidade de adaptação e a aptidão para tirar do papel um planejamento adequado são estudados na análise de franqueabilidade. Além, claro, do cuidado especial com o fundo de propaganda.

Incapacidade de gerir projetos

Mais uma vez: gerir uma franquia, por mais que seja com a ajuda de investidores competentes, não é a mesma coisa que gerir o seu negócio antes da expansão. O modelo é único, possui suas próprias regras e necessita de muito estudo. 

Todas as suas decisões como franqueador afetarão diversos outros empresários e, consequentemente, seus colaboradores. Conforme você expande, as suas responsabilidades crescem exponencialmente. 

Novas ideias devem ser muito bem pensadas para que tudo saia como o planejado. 

Uma rede de padarias, por exemplo, não pode decidir que o novo produto padrão da marca será o chocolate quente sem levar em conta a região — e a estação do ano — em que suas unidades se encontram. Para o inverno sulista talvez seja uma boa ideia, mas não é um produto com a mesma força em regiões onde faz calor o ano todo, como o Norte e Nordeste. 

A capacidade de pensar de forma estratégica, levando em conta todos os aspectos e particularidades do mercado de franquias, suas ramificações e unidades, é essencial. Esse tipo de mentalidade administrativa também não pode passar em branco pela análise de franqueabilidade.

O que é observado na análise de franqueabilidade?

Agora que você sabe porque a análise de franqueabilidade é essencial para o franchising, vejamos quais pontos são analisados no processo para que se chegue a conclusão de que um negócio está ou não apto para a transição.

1. A estrutura da empresa e sua capacidade de investimento em melhorias

O negócio está preparado para se tornar uma franquia em termos de gestão, estrutura, profissionais qualificados, organização interna e capacidade de suporte a franqueados? Analisar a empresa internamente em todas as suas áreas é necessário para observar seus alicerces. E, muitos deles são voltados para o capital disponível em caixa.

Antes de franquear, o gestor deve contar com dinheiro suficiente para investimentos em melhorias estruturais e organizacionais, a fim de que os processos de produção sejam facilmente replicáveis em novas unidades da marca. Muitas vezes, máquinas precisam ser revistas e a disposição da loja deve ser modificada para comportar clientes de forma mais otimizada.

2. A marca, sua imagem e posicionamento no mercado

Qual a força da marca e qual a imagem que o público consumidor tem dela? É fundamental que, antes de se tornar rede de franquias, a empresa tenha clientes fiéis em seu território de origem. É a partir disso, afinal, que públicos-alvo em novas localidades serão identificados — de acordo com o perfil de clientes já existente.

Trabalhar a marca é, acima de tudo, trabalhar a qualidade dos produtos, dos serviços e do atendimento na(s) loja(s). Mas, a comunicação externa da empresa deve estar de acordo com o que a mesma oferece. A análise de franqueabilidade avalia se o posicionamento da empresa está de acordo com o que os consumidores estão procurando.

3. Potencial de vendas e concorrência

É a partir do posicionamento da marca do mercado que se percebe para onde ela pode expandir suas vendas. Isso, posto em comparação à concorrência da empresa, delimita quais novos públicos podem ser atingidos. 

É importante observar a concorrência (direta e indireta), a fim de avaliar quais são os diferenciais do negócio. Adentrar mercados que não oferecem o que a marca dispõe é o primeiro passo para ter uma rede bem sucedida.

4. Diferenciais técnicos dos serviços e produtos oferecidos

Hoje em dia, está cada vez mais difícil criar produtos totalmente novos. Isso porque muitas empresas têm acesso às mesmas matérias-primas e insumos. As marcas semelhantes no mercado disputam a qualidade em fatores técnicos de produção. Por isso, a análise de franqueabilidade também observa o cuidado que a empresa tem com a qualidade propriamente dita de seus produtos e serviços.

5. Modelo financeiro e fontes de receita

Como são organizadas as finanças na empresa? É preciso colocar no papel todo o capital que será investido na transição para franquia, envolvendo adaptações estruturais e investimentos para transmissão de know-how a novos franqueados. 

Analisar as margens de lucro do produto e as despesas médias de operação de uma unidade no modelo de negócio também é fundamental para ter percepção a respeito da sobrevivência da rede. Afinal, ela dependerá do sucesso das lojas para continuar se expandindo.

6. Capacidade de transmissão de know-how

O conhecimento a respeito da operação da empresa deve ser transmitido em uma rede de franquias a novos operadores de lojas — os chamados franqueados. Logo, todo o know-how deve estar consolidado e padronizado desde já, a fim de ser replicado posteriormente. 

Mesmo em marcas que ainda não são franquias, os processos operacionais devem estar postos no papel e prontos para serem repassados para novos gestores. Lembre-se: documentação é tudo no franchising.

7. A empresa é um bom ambiente de trabalho?

Todo novo franqueado deve se sentir motivado dentro da rede, afinal, seu trabalho será intenso e o retorno do investimento virá com o tempo. A fim de evitar insatisfações dos operadores, a gestão da rede deve prestar atenção nas condições de trabalho, no suporte oferecido aos funcionários e também na sua força como marca e produtos. A empreitada deve valer a pena para o investidor que estará apostando na empresa.

Dicas para extrair o máximo da análise de franqueabilidade

Procure por consultorias

Formatar uma empresa em uma rede de franquias exige uma série de questões legais e estruturais que podem passar despercebidas pelo franqueador. No mercado, existem várias consultorias especializadas em formatação para franchising.

A própria Associação Brasileira de Franchising (ABF) auxilia empresas com uma grande e qualificada gama de informações, através de ferramentas diversas, como o coaching. A ABF é a principal referência sobre franchising no Brasil. É importante que todo empreendedor em franquias conheça seu trabalho.

Fique atento às obrigações jurídicas

Para que uma empresa convencional se torne uma franquia, ela deve estar de acordo com a legislação específica do franchising. A Lei de Franquias delimita obrigações a serem seguidas por todo franqueador. 

Preste muita atenção também a respeito do registro da marca junto ao INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial). Tendo o registro, você evita problemas em relação à replicação do seu negócio. Sua validade é de dez anos, existindo a possibilidade de renovação por tempo indeterminado.

Tenha consciência da responsabilidade para com os futuros franqueados

Para que uma empresa se torne franquia, é necessário o investimento de capital de terceiros — no caso, os franqueados. Isso é algo bem delicado, pois a quantia investida envolve a instalação da nova unidade, o pagamento das taxas e o direito de uso da marca. 

O operador estará contribuindo, através de seu próprio capital, para a expansão da rede. Por isso, a empresa também deve ter as condições necessárias para oferecer o retorno a esses investidores. Oferecer bons programas de treinamento e suporte são obrigações do franqueador. Uma franqueadora que não respeita o contrato de franquias pode se complicar na justiça e acabar no prejuízo.

Considerações finais

São muitos os aspectos a serem levados em conta antes de tomar uma decisão tão importante quanto a de franquear. Mas, uma vez dentro desse mercado — que, como você viu, é muito desafiador — você precisará de toda ajuda possível na missão de desenvolver e expandir a sua marca. 

Não se esqueça que a Central do Franqueado possui um sistema para franquias que te auxilia na luta contra as muitas dificuldades de empreender hoje em dia. Engajamento, padronização e a expansão da sua rede de franquias se tornam muito mais simples com a nossa plataforma. Faça parte do time da Central do Franqueado e economize recursos da sua franquia! 

Se tiver dúvidas, que tal bater um papo conosco? Teremos o prazer de apresentar nossa plataforma, criada para tornar mais prática e ágil a gestão de franquias. 

Gostou do conteúdo? Então continue explorando o nosso blog e descubra tudo sobre empreendedorismo digital no franchising. Boa leitura!

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Dario Ruschel

CEO da Central do Franqueado