Mapa de dores: principais responsabilidades do franqueador em uma rede

Abrir uma franquia é um grande passo para todo e qualquer empreendedor. Para transformar uma empresa em uma rede de franquias, o gestor precisa assumir diversas funções. Para que o negócio prospere, é  preciso ter a garantia que as unidades funcionarão adequadamente. Conheça suas principais responsabilidades do franqueador.

O franchising é um caminho comprovadamente vantajoso para a expansão de uma empresa. A replicação de um modelo de negócio a ser gerido por novos investidores amplia os horizontes. Certamente, essa é uma das maiores motivações para o proprietário que quer franquear. Porém, ao conceder o direito de uso de sua marca a franqueados, novas preocupações tendem a aparecer.

  • Os franqueados estão trabalhando de acordo com os padrões estabelecidos?
  • As lojas estão vendendo bem e com qualidade?
  • Quais localidades seriam interessantes para a inserção de novas unidades da rede?
  • Qual a percepção dos diferentes públicos consumidores sobre a empresa?

Estar a par dessas e outras questões são obrigações do gestor de uma rede. Se você chegou nesse post por estar considerando transformar seu negócio em uma rede de franquias. Aproveite a leitura para refletir se você está pronto para assumir essas responsabilidades do franqueador.

Cada um dos itens a seguir aborda uma função diferente a ser realizada pelo franqueador. Todas elas exigem visão, organização e agilidade do profissional, pois colocam em jogo o sucesso da empresa.  

1) Responsabilidades do franqueador: formatar o negócio

Iniciar o processo de formatação de uma rede de franquias requer conhecimento profundo sobre as potencialidades e diferenciais da empresa. Assim, será possível impactar o mercado com mais precisão. Estabelecer os padrões que deverão ser seguidos por cada uma das unidades é o que fará o negócio ser reconhecido por diferentes públicos consumidores. O franqueador deve se imergir nesse processo, o qual consta de três partes fundamentais:

  • Análise de Franqueabilidade

É preciso verificar se a proposta do negócio é adequada para ser replicada no formato de unidades de franquia. O proprietário deve analisar se os produtos e serviços poderão ser oferecidos com a qualidade necessária em suas lojas franqueadas.

  • Elaboração de Circular de Oferta de Franquia

O documento que rege os padrões estruturais a serem seguidos pelos franqueados é uma obrigatoriedade no franchising, de acordo com a Lei de Franquias (nº 8.955/94). Saiba mais sobre o que deve constar na COF.

  • Homologação de fornecedores

Selecionar bons fornecedores de matéria-prima para as unidades de franquia é umas das responsabilidades do franqueador. As opções serão passadas aos franqueados, que por sua vez deverão manter sua unidade abastecida para que os produtos sejam normalmente produzidos.

Para escolher os fornecedores, é preciso considerar principalmente a qualidade dos insumos disponibilizados e a localização da empresa.

  • Qualidade: para garantir de que os padrões de oferta nas unidades sejam mantidos.
  • Localização: para ter a segurança de que o fornecimento será entregue em tempo.

Dica: contar com o auxílio de consultorias especializadas na formatação de franquias é sempre muito válido. Principalmente para quem nunca franqueou um negócio. Assim, nenhum aspecto essencial passa batido e a empresa pode iniciar sua transição com mais segurança.

2) Treinamento, suporte e comunicação

Vale Ler:  Franquear ou não franquear: qual o melhor caminho para minha empresa?

Ser franqueador é contar com a eficiência de empreendedores responsáveis pela gestão das lojas da rede: os franqueados. Mas, para que isso aconteça, é fundamental prepará-los. Acompanhar seu trabalho também é necessário para compreender suas dificuldades e ouvir sugestões relevantes para a saúde da franquia. Logo, são responsabilidades do franqueador proporcionar:

  • Treinamento

A atuação dos operadores nas unidades depende de sua capacitação. O franqueador possui o know-how essencial sobre o funcionamento e políticas de trabalho da empresa, sendo a principal referência profissional para os novos franqueados.

Dica: aposte na produção de conteúdo EAD. Além de ser uma opção prática, barata e acessível para a empresa, possibilita a participação do franqueador nas aulas sem que seja necessário seu deslocamento.

  • Suporte

Problemas podem surgir a qualquer momento nas unidades de franquia e, em muitos dos casos, o franqueado não será capaz resolvê-los por conta. O franqueador deve dispor de meios para prestar o suporte necessário para a normalização de atividades. Assim, o controle de qualidade da empresa é mantido.

  • Relacionamento

Primar por um relacionamento profissional próximo com os franqueados é o diferencial de um bom franqueador. Assim, é possível reunir sugestões, críticas e observações a respeito do funcionamento da franquia. São os operadores que vivenciam o dia a dia das lojas. Entender o que se passa pela rotina dos gestores é um caminho para delimitar metas e objetivos que considerem a evolução das unidades.

Dica: a Central do Franqueado é uma plataforma online desenvolvida especialmente para facilitar o contato entre a franqueadora e unidades de franquia. Assim, o suporte se torna mais eficiente; materiais de treinamento podem ser enviados e assuntos podem ser discutidos em um único lugar. Conheça mais o sistema.

3) Avaliar o funcionamento das unidades de franquia

Parte essencial do controle de qualidade de uma rede é a avaliação periódica das unidades. As auditorias servem para conferir se os padrões determinados estão sendo seguidos pelo franqueado e pelos funcionários. A vistoria é fundamental para garantir que a experiência ofertada pelas lojas está acontecendo de forma ideal.

É claro que o franqueador não é a pessoa adequada para realizar as visitas de campo, pois isso demanda tempo de trabalho e deslocamento. Esse, entretanto, deve formar uma equipe qualificada de consultores que exercerá essa função. O papel do gestor será reunir as informações obtidas nas auditorias e elaborar intervenções quando necessário.

Estudar os resultados das auditorias é imprescindível para que novas estratégias em rede sejam formadas e políticas sejam revistas. O franqueador tem a responsabilidade de ser flexível em suas decisões, pensando no bem de toda a empresa.

Dica: reuniões com consultores são necessárias, mas o encontro pessoal com os franqueados, mesmo com pouca frequência, também é importante. Independentemente, o franqueador deve estar por dentro do que acontece em cada unidade de franquia. Conte com um banco de dados (veja o módulo ‘Qualidade’ da Central) para acessar as informações das auditorias.

4) Compreender o comportamento do público consumidor da rede

Vale Ler:  Série: Inovação no Franchising | VUCA: desafios de adaptação para a sua franquia no mercado

Além de observar a produtividade das lojas, é preciso prestar atenção em como os clientes da marca estão consumindo os produtos e usufruindo dos serviços. O dono de uma empresa que conhece os gostos e necessidades do público-alvo tem mais precisão ao estruturar a oferta da empresa. Para a criação de campanhas que visam venda em grande quantidade, por exemplo, isso faz toda a diferença.

É importante lembrar que de unidade para unidade, o comportamento dos consumidores pode mudar. Tendo consciência disso, é possível orientar os funcionários a terem abordagens que possam agradar os perfis diferentes de consumidores.

Dica: pesquisas de avaliação, feitas com os consumidores no momento da compra, são ótimas para reunir dados em grande escala e de forma clara. Analisar quais produtos vendem mais em cada unidade também é uma maneira de entender mais sobre o perfil dos clientes.

5) Elaborar um plano de expansão com a definição de estratégias

A última das responsabilidades do franqueador que apresentaremos só pode ser exercida se as anteriores estiverem sendo feitas. Um plano de expansão bem-sucedido é resultado de uma rede bem estruturada e avaliada. O franqueador que resolve problemas e encontra oportunidades elabora estratégias certeiras de inserção da franquia em novos mercados. Esses, devem ser previamente estudados.

Fazer pesquisas de campo é o primeiro passo. É conhecendo a concorrência e o perfil de consumo da população que o franqueador se certifica de que é a hora certa (ou não) para a rede se expandir para determinado território.

Depois disso, é momento de selecionar franqueados para a instalação de uma nova loja – o que, por consequência, proporciona mais responsabilidade de monitoramento do franqueador. Então, saiba desde já: expandir é ter mais trabalho.

Dica: o formato de expansão em espiral prioriza o crescimento em localidades próximas às unidades já existentes, como uma forma de solidificar a atuação da empresa na região.

É claro que, além dessas funções, surgirão demandas específicas da empresa. Por isso, para que dê conta de tudo, todo franqueador deve contar com uma boa equipe, constituída por profissionais que coordenarão os diferentes pilares da rede: entre eles, os treinamentos, as auditorias e a comunicação.

O gestor, ao optar por fazer de seu negócio próprio uma franqueadora, deve estar apto a trabalhar em grupo e a aceitar opiniões alheias. A visão de cada profissional deve ser considerada na tomada de decisões. Todo setor tem algo a contribuir para o crescimento da empresa como um todo.

Está interessado em franquear? Então aproveite e leia mais sobre o franchising no nosso blog! Temos conteúdos que lhe auxiliarão em assuntos de gestão. Estamos constantemente atualizando a página com tendências do mercado de franquias. Boa leitura!

Software para Franquias - Peça sua Demonstração agora!