Franchising é empreender: as responsabilidades do franqueado a gerir o negócio

Não tenha mais dúvidas. Uma unidade de franquia é um empreendimento que possui demandas semelhantes às de um negócio próprio. Mas empreender no franchising também é arcar com tarefas fundamentais para a saúde da rede como um todo. Saiba quais são as responsabilidades do franqueado e qual a importância do seu trabalho

Em tempos de instabilidade econômica, tendemos a conter gastos. Consumir e aplicar dinheiro são atividades que se tornam mais planejadas. Se hoje o poder financeiro do brasileiro não está em seu melhor nível, seria de se esperar menos desenvolvimento do mercado.

Aspirantes a empreendedores sentiriam que seria perigoso investir em um negócio. De fato, talvez lançar um empreendimento próprio seja mais arriscado nessa situação. E é por isso que as franquias, como alternativa mais acessível e segura de investimento, conquistam seu espaço.

Os dados da ABF comprovam: investidores estão optando pelo formato. O faturamento do setor cresceu 7,1% em 2018. O número de unidades em funcionamento, por sua vez, aumentou em 5,4%. É graças à adesão de pequenos empreendedores que o franchising funciona.

Sem os investidores, não seria possível a expansão de redes iniciantes no mercado.  Afinal de contas, elas necessitam do empenho e do comprometimento dos operadores de lojas para funcionar de forma adequada.

Logo, engana-se quem pensa que gerir uma unidade de franquia é algo mais fácil do que administrar um negócio próprio. Empreender no franchising é ter responsabilidades específicas, as quais colocam em jogo a situação de toda a rede.

As particularidades de empreender no franchising

Quando o candidato a franqueado assina o contrato de franquia, está adquirindo o direito de uso da marca. Mas, mais do que isso: está se tornando representante dela. Ao se tornar gerente de uma unidade, terá diversas responsabilidades. Essas, não envolvem apenas o necessário para o sucesso de sua própria unidade. Elas demandam cuidados para a manutenção da qualidade da rede. Entre os deveres obrigatórios de um franqueado, estão:

  • Exercer suas funções previamente desenvolvidas em treinamento;
  • Respeitar as políticas de trabalho da rede;
  • Primar pelo controle de qualidade da marca;
  • Comunicar-se com o franqueador e sua equipe.

O interesse e a disposição são qualidades que todo bom franqueado deve desenvolver. Assim, adquire o máximo de conhecimento em treinamentos, por exemplo. A participação ativa de reuniões com o franqueador e sua equipe é primordial para o trabalho em conjunto. Através disso, as demandas de administração da loja se mantêm alinhadas aos objetivos e propósitos da rede.

A seguir, separamos três funções básicas, específicas do papel de um franqueado para a gestão de sua unidade. Se você está interessado(a) em investir em alguma franquia, pense sobre elas antes de traçar seus planos.

1) Responsabilidades do franqueado na estruturação da unidade

É importante reiterar: por mais que o modelo de loja de franquia seja algo padrão, a instalação da unidade é de responsabilidade do novo franqueado. Isso leva em conta a seleção de seu ponto comercial, por exemplo. A tarefa não é feita unicamente pela rede.

A escolha do local específico da loja é algo que depende de diversos fatores:

  • custos de aluguel ou compra,
  • conveniência para o público-alvo,
  • conveniência para a marca em relação à concorrência.

Nisso, entra a visão do franqueado. Em muitas redes de franquias o empreendedor deve apresentar opções variadas ao franqueador.

É claro, as opções escolhidas pelo franqueado devem estar de acordo com as necessidades de instalação da empresa. Determinados negócios demandam estruturas maiores. Logo, para qualificar as possibilidades, algumas redes determinam um investimento mínimo que deverá ser feito pelo franqueado na locação.

O franqueador avalia os pontos comerciais e tem o poder de indicar o mais adequado. A decisão final, todavia, normalmente é do investidor. Por isso, é  fundamental que o franqueado pesquise o máximo possível e tenha participação ativa nesse processo. Uma boa escolha será diretamente benéfica ao seu retorno financeiro.

2) Gerindo a unidade: trabalho em equipe e respeito por obrigatoriedades

A função dos franqueados é gerir uma unidade de franquia. Sua loja faz parte do plano de expansão da rede. Para que ele seja efetivo, é fundamental manter padrões de qualidade na oferta ao público consumidor. Isso só é possível com uma boa gestão por parte do operador. Esse, durante o treinamento, adquire o know-how necessário para administrar a unidade e os funcionários a partir dos princípios da empresa.

Em meio à rotina de uma unidade de franquia, o gestor tem responsabilidades tão importantes quanto às de um gestor autônomo. Mas, além disso, deve respeitar o contrato de franquia. Nele, constam as responsabilidades específicas do empreendedor no franchising da empresa. Dentre elas, estão:

  • Contato com os fornecedores homologados pela rede, para manter a loja abastecida; o
  • Controle das finanças, cuja prestação de contas deve acontecer mensalmente, a fim de que os royalties sejam repassado para o franqueador;
  • Coordenação dos funcionários da unidade.

Para que a administração da unidade se dê da melhor forma, é preciso desenvolver conhecimento de mercado e finanças. Assim como qualquer outro empreendedor, o operador deve ter noções sobre fluxo de caixa e capital de giro. A visão empreendedora é importante, inclusive, para que o franqueado tenha mais participação dentro da própria rede.

3) Relação com franqueador e sua equipe: auditorias e reuniões

A maior diferença do universo do franchising para os negócios convencionais envolve o organograma da empresa. Afinal, a relação profissional entre um franqueador e seus franqueados existe. Os operadores, por mais que estejam gerenciando sua própria unidade, precisam estar conectados aos diretores da empresa. Não só para seguir regras, ou para pedir suporte: mas também, para terem participação no futuro da rede.

É responsabilidade do franqueado participar de auditorias e reuniões periódicas com a equipe da franqueadora. A voz ativa do empreendedor é importante para que sejam reportadas questões a serem resolvidas para otimizar os resultados da sua unidade. Nisso, entra a visão empreendedora do profissional. O conhecimento para troca de feedback alinha interesses e traz benefício para toda a rede. O franqueado, obviamente, quer tirar lucros da sua unidade, para obter o melhor retorno possível para seu investimento. Nesses momentos, melhorias podem ser determinadas.

O operador  que busca entender o mercado no qual está inserido pode trazer observações extremamente úteis para o franqueador. Esse, não tem o mesmo contato com a concorrência local que o gestor tem. Assim, estratégias de comunicação, por exemplo, podem ser revistas. Soluções elaboradas em conjunto são muito eficientes para o crescimento da empresa.

Dicas importantes:

  • O bom relacionamento entre franqueados e franqueadores é elaborado desde o início dessa relação profissional. Do processo seletivo, ao treinamento, à instalação da unidade: é durante o processo que uma equipe unida é formada. O investidor, com seu interesse; o franqueador, com sua disposição.
  • Contar com canais eficientes de comunicação é meio caminho andado para que o contato entre as partes seja fluido e para que o gestor de uma franquia exerça seu trabalho com mais facilidade. Que tal conhecer a Central do Franqueado?
Vale Ler:  Manual para franquias: como criar os melhores guias para a sua rede

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