5 dicas para evitar problemas na hora de criar um e-commerce para franquias

Quando um empresário decide fazer parte de uma rede de franquias, ele entende que será responsável por realizar as vendas ao consumidor final de uma determinada região. Por isso, muitas vezes, a inserção de uma loja virtual da marca é encarada como concorrência, fazendo com que a implantação do e-commerce para franquias seja desafiadora. 

Os conflitos entre franqueados e franqueadores são uma realidade que merecem atenção, mas é preciso considerar o fato de o consumidor estar cada vez mais conectado e o mercado caminhar para a digitalização. Fugir do online é uma estratégia que pode custar caro no futuro com a perda de competitividade. Os números do comércio eletrônico estão aí para provar que mesmo os negócios mais complexos, aqueles que envolvem diversos agentes de venda, vêm se adaptando e buscando maneiras de estar presentes no mundo online o quanto antes para não perderem espaço para a concorrência.

Atrelado ao sucesso do e-commerce está o modelo de negócio das franquias que é absolutamente adequado ao uso das plataformas de venda online. Isto é, já existe um relacionamento contratual entre os franqueados, um canal de comunicação obrigatório para revendedores e a distribuição de várias unidades em regiões diferentes, fatores que facilitam a adaptação de toda a rede ao novo canal online.

O segredo é desenvolver um e-commerce de forma que seja positivo para todos os envolvidos. Para isso, existem diversas maneiras de evitar problemas na hora de criar um e-commerce para franquias. Confira 5 dicas a seguir. 

1 – Todos devem participar das vendas

Não dá para separar o online do offline: ambos precisam trabalhar em conjunto. Para que isso seja possível, a plataforma de vendas pode utilizar tecnologia de marketplace para realizar vendas “descentralizadas”, onde as lojas físicas das unidades funcionam com CD’s da loja virtual. Como seria isso?

Nesse sistema, a compra é feita na loja virtual e os pedidos são enviados para as lojas físicas mais próximas, realizado por meio de geolocalização. A loja física, portanto, separa os produtos, embala e faz a entrega final ao consumidor. A venda é da unidade, mas existe uma porcentagem sobre o valor cobrado pela plataforma. 

Dentro desse cenário, as lojas de e-commerce tem oferecido aos consumidores a opção de retirar ou fazer a troca do pedido na loja ou em pontos de localização estratégica. Essa opção não apenas contribui para o aumento da satisfação dos consumidores, como também colabora para uma redução de custos logísticos.

Essa é uma possibilidade da franqueadora envolver os franqueados nas vendas, que acabam ganhando um novo canal pronto para usar e amplitude geográfica, neutralizando os possíveis conflitos.

2 – Selecione o nível de participação

Pode acontecer de nem todas as unidades da rede de franquias estarem preparadas para atender as vendas online, então será necessário nivelar e priorizar aquelas mais preparadas e que manifestam maior interesse.

Para que a adaptação aconteça de forma gradativa, você pode começar inserindo as vendas descentralizadas somente nos franqueados mais maduros de cada região. Aos poucos, é possível introduzir o restante das unidades.

Outra possibilidade é classificar o tipo de participação nas vendas online em categorias diferentes, por exemplo: master, platinum, gold. A unidade mais preparada ou com nível mais alto – definido por meio de requisitos estabelecidos por sua franquia – realiza mais tarefas (ex: receber pedidos online, preparar produtos, contratar empresa de logística, etc) e também recebe maior porcentagem das vendas. 

3 – Não esqueça da padronização

A padronização e o controle de qualidade já são uma preocupação bastante frequente em redes de franquia. No caso de um e-commerce para franquias, essa questão deve ser mantida. A execução das atividades deve ser a mesma para todas: mesmo sistema de preparação do pedido, pacote e embalagem, prazo de entrega. A dica é fazer um convênio de frete para todas as unidades.

Algumas franquias usam sistemas de venda online para homologar fornecedores, fazendo com que os franqueados só adquiram insumos para suas lojas ou contratem serviços de certos revendedores – aqueles selecionados pela franqueada. Isso garante o controle da fuga de rede e a padronização dos serviços. 

Grandes empresas fornecedoras de plataforma de e-commerce também chamam esse sistema de Central de Fornecedores, um marketplace de fornecedores homologados que resolve os principais problemas enfrentados por gestores de franquias como padronização e intermediação de compras, dificuldade de encontrar bons fornecedores, falta de controle de estoque por região e falta de controle sobre o número de transações de cada unidade.

O sistema para franquias da Central do Franqueado possui um Módulo Compras desenvolvido especificamente para homologação de fornecedores. Por meio deste, sua rede consegue prover um marketplace integrado com os fornecedores homologados da marca e manter a padronização da sua rede.

4 – Crie um call-center único

Com a criação de um e-commerce, o cliente ganha um novo canal não só para fazer compras, mas também para entrar em contato e se relacionar com a empresa. 

A dica é utilizar um call center único para todas as operações. O sistema de atendimento deve ser unificado com um assistente que resolva qualquer problema relacionado  à venda  no portal e, caso seja necessário, direcione para a loja que recebeu o pedido.

Verifique se a plataforma de vendas que você contratar possui integração com sistemas inteligentes de atendimento e suporte online. Isso é uma garantia de que nem o gestor do portal, nem os franqueados e o consumidor final fiquem desamparados caso ocorra algum problema técnico na loja virtual.

5 – Propague as vantagens do novo canal

Nada melhor para evitar dores de cabeça do que conscientizar todos os franqueados sobre os benefícios de implantar um e-commerce para franquias. Isso pode ser feito por meio de treinamentos: argumentos e dados surpreendentes não faltam!

O importante é deixar claro que o novo canal  de vendas pretende vir para somar e fazer a marca crescer como um todo. Não é uma questão de empurrar tecnologias ou alterar a dinâmica da rede de franquias e, sim, de solucionar problemas, tornar o dia a dia mais fácil, ajudar a aumentar o faturamento e, principalmente, melhorar a experiência do consumidor.

De fato, a concorrência entre os canais de uma mesma marca não é positivo e muito menos recomendado. Mas encontrar soluções para evitar conflitos não só é possível como está longe de ser um bicho de sete cabeças. O que não pode acontecer é ignorar o potencial do e-commerce para alavancar uma franquia.

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