Taxas de Franquia: quais são e para que servem?

O franchising têm atraído cada vez mais investidores por oferecer modelos de negócio testados e aprovados em diversas localidades. No entanto, ao ingressar no mercado de franquias, é fundamental que o interessado compreenda algumas regras que serão determinantes para o seu sucesso. Ao assinar o contrato para fazer uso de uma marca, o franqueado deve estar atento a todos os encargos. Os principais são: a taxa de franquia, os royalties e o fundo de propaganda. Para ajudar você a entender melhor os conceitos quais as suas diferenças, a Central do Franqueado preparou este material. Confira!

Neste conteúdo você vai encontrar:

Antes de falarmos sobre os encargos, é importante deixarmos claro por que eles existem. Como mencionamos, o franchising nada mais é do que a concessão do direito de exploração de um modelo de negócio que deu certo. No entanto, este sucesso nem sempre é obtido de forma simples.

Para formatarem seu modelo de negócio, as franqueadores acabam tendo que investir muito no desenvolvimento das melhores práticas de gestão. A obtenção deste know-how, na maioria das vezes, acaba saindo bem caro. É justamente por deter este conhecimento que elas cobram encargos dos seus franqueados.

“A cobrança de taxas não é uma regra”

Um ponto a ser destacado é que, apesar de ser muito comum, a cobrança de taxas não é uma regra. Ou seja, a maioria das redes de franquias arrecada, porém, existem algumas que não o fazem. Os fatores que determinam a cobrança são diversos e dependem de inúmeras variantes. Portanto, antes de fechar um negócio, fique atento a tudo aquilo que deverá ser recolhido.

Também é importante ressaltar que o pagamento de taxas envolve mais do que o simples direito ao uso da rede. Ao incluir um novo franqueado, as marcas assumem algumas despesas, tais como:

  • Implantação da unidade
  • Treinamento
  • Suporte
  • Divulgação
  • Eventos

Além disso, os encargos devem cobrir os custos do processo de prospecção e seleção de novos investidores. Conforme pesquisa do grupo Cherto, as redes costumam gastar de R$10 mil a R$15 mil em divulgação para obter cada novo franqueado.

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Todas as eventuais cobranças devem estar discriminadas na Circular de Oferta de Franquia (COF), que é o principal instrumento legal na relação entre franqueador e franqueado. No documento, são detalhados todos os estatutos da franquia – incluindo as obrigações do franqueador e do franqueado.

Segundo a Lei de Franquias, o COF deve fornecer “informações claras quanto a taxas periódicas e outros valores a serem pagos pelo franqueado ao franqueador ou a terceiros por este indicados, detalhando as respectivas bases de cálculo e o que as mesmas remuneram ou o fim a que se destinam”. Ou seja, é obrigação da franqueadora deixar bem claro no contrato os percentuais de cobrança, além da periodicidade de pagamento.

Você já deve ter reparado que os encargos podem ser muitos. Veja quais as principais taxas, suas diferenças e como elas são cobrados:

Taxa de Franquia

A Taxa de Franquia é uma tarifa única paga pelo novo franqueado logo após a assinatura do contrato de adesão. É ela que proporciona ao operador o direito de fazer parte da rede e de utilizar a sua imagem para a implantação de uma nova unidade. A taxa pode ser considerada uma maneira de remunerar o franqueador pelo desenvolvimento do negócio, assim como pela tecnologia operacional, pelo suporte e por todas as outras questões empresariais.

Normalmente, estão incluídos na taxa de franquia os custos de uma série de serviços que deverão ser fornecidos aos franqueados.  Entre eles estão o treinamento inicial, assistência na instalação do negócio, apoio na inauguração e muito mais. Fique atento a todos os benefícios antes de se associar, pois é direito seu exigi-los.

Para obter uma rápida expansão da marca ou atrair mais candidatos a franqueados, algumas redes optam por não cobrar a taxa de franquia. Porém, mesmo sem a taxa, a rede continua obrigada a oferecer todo o suporte e transferência de conhecimento ao franqueado.

Ao final do contrato, no momento de sua revalidação, a maioria das redes cobra uma taxa que normalmente é igual a de franquia. Não esqueça de se organizar para garantir o pagamento, caso contrário, você terá complicações.

Royalties

Os Royalties são as taxas mensais cobradas para a utilização da marca e do know-how do franqueador e são exigidas durante toda a vigência do contrato. Os valores arrecadados costumam ser investidos em pesquisas para novos produtos e serviços, como forma de aprimorar a qualidade da marca. Eles também cobrem despesas do franqueador com a realização de ações voltadas aos franqueados, como treinamentos, atualização de manuais, convenções de venda, etc.

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É fundamental entender que a maneira de calcular a taxa de royalties varia de acordo com o tipo de franquia. As franquias de serviço e aquelas que não fornecem produtos às unidades cobram entre 4% e 10% do faturamento bruto de cada franqueado, visto que essas demandam menos investimento de estoque por parte da empresa. Caso contrário, quando o franqueador é o fabricante do produto vendido nas unidades, a taxa de royalties é calculada a partir das compras realizadas no período de um mês. O franqueado paga em torno de 20% a 40% de taxa em cima de suas compras.

Fundo de Propaganda

O franqueado também deve contribuir para os investimentos de publicidade da marca. O Fundo de Propaganda corresponde a um valor arrecadado pelo franqueador para investir em ações institucionais que promovam a empresa, seus produtos e conceitos de modo geral. As franquias costumam utilizar estratégias de propaganda e marketing que divulguem toda a rede, e não apenas uma unidade.

Geralmente, o valor da taxa de propaganda e promoção gira em torno de 2% a 5% do faturamento bruto de cada unidade, podendo também ser estabelecido um valor fixo mensal. Detalhe importante: os franqueados têm o direito de conferir, no mínimo uma vez por ano, a prestação de contas de cada campanha publicitária realizada pela rede. Afinal, a taxa é um investimento bastante considerável.

Outras taxas: serviço da franquia, compras e sistemas

Os serviços extras, que não estão inclusos nos serviços normais delimitados pela taxa de royalties, também são cobrados pelo franqueador. Podemos utilizar imprevistos funcionais como, por exemplo, os que dizem respeito à manutenção de equipamentos. A estrutura de compras também está incluída em tarifas. Por último, a licença de uso de sistemas integrados de gestão (exemplificando com a utilização de plataformas como a Central do Franqueado) está da mesma forma integrada no pagamento a franqueadores.

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Outras taxas também podem aparecer na COF. Por isso, é importante que o franqueado esteja atento na hora em que for fechar o negócio. Conhecendo a fundo e com propriedade todas as taxas que podem ser cobradas, o empreendedor tem menos chances de ter surpresas desagradáveis como operador de uma unidade.

Saiba como calcular as taxas

Caso você queira fazer de sua empresa uma rede de franquias, observe estes aspectos. Eles irão lhe ajudar a determinar as taxas que serão pagas pelos seus futuros franqueados.

  • Cobrança dos concorrentes: Analisar os valores cobrados pelos concorrentes do mesmo setor é uma tática comum. Isso porque utilizar valores semelhantes ou até mesmo menores pode ser uma forma atrativa para conquistar franqueados.
  • Número mágico: O “número mágico” refere-se à cobrança da taxa de franquia no total de 10% do investimento feito para abrir a unidade. Porém, há alguns aspectos que devem ser avaliados antes de determinar a porcentagem padrão. A demanda de trabalho para a implantação da loja, por exemplo, varia muito de empresa para empresa. Uma obra grande que deve ser visitada exige mais custos. Já uma unidade menor, como uma microfranquia, pressupõe menos gastos.
  • Valor da marca: Pode ser a parte mais difícil, mas pare e pense: qual o seu valor? É preciso considerar a fama da marca no mercado, seu grau de consolidação e o potencial como rede. Pense nos seus objetivos e imagine quantas unidades você quer abrir em um determinado período de tempo.
  • Tempo: Isto é válido para qualquer rede de franquias. Quanto mais longo o contrato de um franqueado, maior o valor a ser cobrado. Então não inicie com taxas exorbitantes, até para não afastar possíveis parceiros. É preciso ter atenção também para os reajustes no valor, pois de tempos em tempos, o valor da taxa de franquia deve ser reavaliado, levando em consideração o momento da rede, a valorização da marca e o aumento nos custos de produção.

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