Modelos de loja para franquias: vantagens e desvantagens

Um dos maiores diferenciais do franchising é sua possibilidade de expansão em diversos formatos. As oportunidades de inserção de unidades de franquia sempre mudam entre os mercados-alvo do plano de expansão. Por isso, determinados padrões acabam sendo mais adequados do que outros. Conheça alguns modelos de loja para franquias e avalie suas vantagens e desvantagens.

O crescimento de uma rede de franquias depende de dois fatores principais. Eles são:

  1. investimento dos franqueados para abertura de novas unidades;
  2. aceitação do público no que diz às ideias propostas pela marca.

Captar investidores interessados e qualificados, bem como garantir o sucesso da loja perante novos consumidores, não é uma tarefa simples. Mas um bom plano de expansão pode tornar mais certeiro o direcionamento da rede.

A análise prévia dos mercados serve para encontrar oportunidades de inserção da marca em regiões onde haja interesse de investidores e do público. Parte dessa análise é, também, verificar por meio de qual formato a rede irá se instalar nessas novas localidades.

O principal diferencial do franchising em relação aos outros formatos de negócio é que ele permite a instalação de unidades em longas distâncias. A marca irá depender da contratação de um franqueado.

Mas, para que funcione de forma adequada e alcance as expectativas de venda, a unidade precisa ser organizada de forma que:

  • Ofereça produtos e serviços adequados ao perfil de compra dos consumidores locais;
  • Os custos com a sua instalação e funcionamento nos padrões da rede parta do investimento do franqueado. Nisso, está incluída a responsabilidade do operador de arcar com custos de manutenção e reformas do estabelecimento.

Analisar quais modelos de loja dariam certo em determinados mercados é uma tarefa tanto do franqueador quanto do franqueado. Ambos devem se perguntar: “Quais modelos de loja são mais vantajoso para realizar um investimento?”. A resposta dessa pergunta possui diversas variáveis. O perfil do negócio, o ponto escolhido e o comportamento do público são algumas delas. O franqueado, principalmente, deve verificar se dispõe do investimento em capital necessário para gerenciar o modelo oferecido pela rede.

Neste post, traremos três dos principais tipos de loja em franquias. Se você é um franqueador ou, se pretende investir no franchising, anote as dicas e as coloque em comparação em relação ao negócio. Vamos lá?

Modelos de loja física: um método tradicional e que funciona

Você provavelmente já deve ter pensado que, com o crescimento do e-commerce, decorrente do desenvolvimento de apps de marcas, as vendas online de produtos estão se sobressaindo às vendas convencionais,  e que muitas vezes não vale a pena procurar produtos em lojas físicas.

Na verdade, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), as lojas convencionais continuam sendo o principal formato utilizado. Só para se ter uma ideia, cerca de 88% das unidades brasileiras de franquia funcionam dessa forma.

Cerca de 70% das vendas do franchising acontecem presencialmente. Então, pode começar a considerar (ou reconsiderar) o método tradicional. Afinal de contas, ele continua sendo uma forma eficiente de impactar novos públicos.

Vantagens

As lojas são formatos muito flexíveis e contemplam os serviços da maioria dos segmentos de franchising. Seu grande diferencial diz respeito à oferta de serviços e produtos. As vitrines, por exemplo, são eficazes na atração de clientes e no estabelecimento de uma identidade visual da marca. A experiência de marca para o consumidor é otimizada e os clientes podem se sentir mais engajados com a empresa.

Desvantagens

Os investimentos envolvendo a instalação e o funcionamento de uma loja são bastante expressivos. Eles envolvem a manutenção do local, eventuais reformas, pagamento de aluguel e demais gastos com a padronização da unidade de acordo com a marca. Além disso, encontrar um bom ponto comercial pode demandar bastante trabalho.

Por estes motivos, as lojas físicas, principalmente aquelas que possuem grandes estruturas, podem não ser atraentes para investidores iniciantes. Sem falar que o fracasso de unidades nesse formato traz mais prejuízo, tanto para o franqueado, quanto para a rede.

Quiosques: opções viáveis para negócios menores e interessantes para iniciantes

Uma forte tendência do franchising são as unidades de microfranquia. Elas demandam menores investimentos. No entanto, possuem estruturas bem mais simples. Se você estiver interessado no modelo, saiba que os quiosques são bastante vantajosos devido aos baixos custos de instalação.

Eles consistem em espaços menores que normalmente são montados em meio a locais com grande circulação de pessoas. Engana-se quem acha que eles se restringem às microfranquias. Afinal de contas, muitas marcas grandes apostam na estratégia. Exemplos disso é o próprio McDonalds, com os sorvetes, ou a Chill Beans, com os óculos.

Para franqueadores, os quiosques abrangem mais territórios em um plano de expansão que conta com cidades menores, por exemplo. Já para investidores, a opção é financeiramente mais viável. Vale lembrar que, além dos quiosques, os foodtrucks também possuem essas características, apesar de serem parte exclusivamente do ramo da alimentação.

Vantagens

Além de terem menor custo de aluguel, manutenção, reformas e instalação, os quiosques dão menos dor de cabeça ao gerente. Menos funcionários precisam ser contratados, menos questões precisam ser resolvidas e a gestão se torna muito mais fácil para empreendedores que são iniciantes. O formato também pode ser interessante para a inserção em cidades menores, com um público consumidor mais restrito.

Desvantagens

Encontrar lugares apropriados para a instalação dos quiosques não é uma tarefa exatamente fácil, uma vez que o modelo é bastante específico e só funciona em locais de grande circulação. É por isso que, normalmente, eles são encontrados em shoppings. Seu espaço também é bastante restrito e não combina com muitos segmentos de franquia, devido à demanda de uma área para produção, ou também para determinadas experiências do consumidor.

Home-based: uma solução caseira

Dizer que ter uma unidade de franquia nunca foi tão fácil é uma afirmação cada vez mais certeira. Hoje em dia, muitos franqueados gerenciam suas unidades de dentro de suas próprias casas.

As franquias home-based (em português, “franquia doméstica”) também demandam um contrato, investimento em materiais específicos da rede e o alinhamento dos serviços. Entretanto, os negócios que se encaixam nesse perfil, muitas vezes necessitam de uma simples sala para funcionar – a qual pode ser da própria residência do operador.

Normalmente, as franquias home based são franquias de entrega de serviços. O modelo não tem limitações para a expansão da rede, que pode abranger qualquer município. É claro: para que o formato funcione, é preciso muita disciplina por parte do franqueado e confiança entre a relação profissional com o franqueador.

Vantagens

Não existe a preocupação com o aluguel de imóveis. A contratação de funcionários é bastante reduzida, podendo ser até nula. No entanto, é importante é indispensável  que os serviços estejam sendo proporcionados nos padrões de qualidade da marca. Sendo assim, os investimentos para a instalação de unidades home-based são os custos mais baixos do franchising. Muitas vezes não, chegam a nem a 10 mil reais.

Desvantagens

Funcionar em home-based não é para qualquer segmento do franchising. Se enquadram em franquias domésticas apenas uma quantidade limitada de redes, as quais normalmente oferecem serviços que são entregues na casa dos consumidores: incluindo faxinas, serviços de manicure e cursos EAD. Também, deve haver controle de produção por parte da franqueadora e bastante disciplina por parte do franqueado, para que tudo fique nos conformes.

Vale ressaltar, novamente, que é essencial fazer uma pesquisa de mercado antes de tomar qualquer decisão a respeito de formatos de lojas para franquias. O franqueado e a franqueadora devem trabalhar em conjunto para que o melhor ponto comercial possível seja escolhido. A escolha envolve aspectos que vão além de valores, como exposição, circulação de pessoas, acessibilidade e qualidade.

Preste atenção no custo-benefício! Considere o que funcionaria melhor para o perfil da sua empresa. Nem sempre o mais barato é o que mais vale a pena.

Teve novas ideias para a sua rede? Conheceu formatos mais adequados para seu perfil investidor? Então não perca tempo e estude mais sobre gestão no franchising, aproveitando os conteúdos do nosso blog.

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