História do Franchising no Brasil

Confira o nosso conteúdo e conheça um pouco mais sobre a história do franchising no Brasil.

O surgimento do franchising ocorreu por volta de 1850, nos EUA.  A primeira empresa a atuar no segmento foi a Singer, conhecida fabricante de máquinas de costura – se você tem mais de 30 anos, provavelmente você já deve ter visto um modelo da famosa marca norte-americana na casa de sua avó.

Anos 1960/70: surgimento e consolidação

No Brasil, o mercado começou a ser explorado na década de 1960, com o surgimento das escolas de idiomas Yázigi e CCAA. Naquela época, o negócio ainda não era tão bem estruturado como é hoje e se baseava muito mais na transferência de know-how por meio de materiais didáticos.

Na década de 1970, o modelo de franchising ficou mais organizado e marcas de segmentos diversos começaram a adotá-lo como estratégia de expansão. Alguns exemplos notáveis são: Água de Cheiro, Ellus e O Boticário.

No mesmo período começaram a chegar ao Brasil algumas marcas norte-americanas como McDonald’s, seguindo a estratégia de internacionalização.

Também foi nessa época que surgiram os primeiros shoppings centers no país. Com isso, as redes de varejo nas áreas de confecção, acessórios e cosméticos viram a oportunidade de expandir território. Então, começaram a aproveitar as vantagens do franchising para o fortalecimento da estratégias de interiorização no mercado brasileiro.

Boom dos anos 1980 e profissionalização nos anos 1990

Entretanto, foi na década de 1980 que o movimento do franchising realmente ganhou força no país. Um grande número de empresas começou a adotar esse modelo de negócios.

Então, em 1987, para organizar a atividade foi criada a Associação Brasileira de Franchising (ABF). Com isso, o setor pôde amadurecer e ganhar, mais tarde, uma própria legislação para reger o contrato de franchising e dar outras providências: a Lei nº 8.955/1994.

Com a aprovação da legislação, o franchising teve uma adesão ainda maior no Brasil. A partir dessa regulamentação, os empreendedores se sentiram mais seguros para investir no modelo de negócio.

Assim, na década de 1990, houve um crescimento considerável no setor. O mesmo foi impulsionado pelo aprimoramento das técnicas de gestão, de repasse de conhecimento e de organização do franchising.

Nesse período, começaram a se destacar no mundo dos negócios as franquias de serviços, com franqueados cada vez mais exigentes e informados. Com a chegada da internet e a velocidade da globalização, a profissionalização das pessoas envolvidas com o modelo de franchising também acelerou.

Como anda o franchising brasileiro hoje

Desde o começo da década de 2000 o modelo de franchising segue em crescimento contínuo no Brasil.

Segundo dados da ABF, o faturamento do setor de franquias foi 7,1% maior em 2019 em relação ao ano anterior. Se em 2018 o desempenho do franchising brasileiro registrou faturamento de R$ 163,3 bilhões, no ano seguinte bateu R$ 174,8 bilhões.

No mesmo intervalo de tempo, também cresceu o número de unidades (+5,2%) e de empregos (+8,8%). Ou seja, o franchising brasileiro ainda está em momento de expansão e crescimento. Os números mostram que ainda existirão muitos capítulos de sucesso para serem escritos na história do setor.

A internacionalização do franchising brasileiro

Outro dado que chama atenção quando olhamos para os números do setor se referem à internacionalização do franchising brasileiro. As redes brasileiras já estão espalhadas por mais de 100 países.

Em 2017 foram registradas 142 redes brasileiras com atuação no exterior. Em 2016, apenas 138 delas já estavam por lá.

Os três segmentos de franquias que mais investem na internacionalização de suas operações são:

  • moda (25,4%),
  • saúde, beleza e bem estar (16,9%) e
  • alimentação (15,5%).

A maioria das marcas estão em operação nos Estados Unidos (59), Portugal (34) e  Paraguai (32).

A 4ª geração do franchising

Segundo especialistas, o franchising vive a sua quarta geração, conhecida como a Era do Learning Network (em tradução livre, Rede do Aprendizado Contínuo).

Agora, vemos cada vez mais os franqueados envolvidos no futuro das redes franqueadoras e participando ativamente de suas decisões estratégicas.

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Em um mundo repleto de novidades, a velocidade e a quantidade de informações que circulam todos os dias são enormes. O mesmo acontece com o repasse de know-how entre franquias e com a evolução da comunicação entre as duas partes.

Com o uso da tecnologia, por exemplo, treinar a equipe, garantir o padrão de qualidade, a padronização de processos e controle de estoque fica muito mais fácil. Por isso, contar com a ajuda de plataformas como a Central do Franqueado faz toda a diferença.

No contexto contemporâneo, é a rede (muitas vezes virtual) entre franqueados e franqueadores que vem tornando o modelo de franchising ainda mais forte.

Curtiu saber um pouco mais sobre as origens das franquias no Brasil? Esperamos que esse conteúdo tenha sido útil e inspirador para você. Não deixe de acompanhar os conteúdos do nosso blog para continuar aprendendo sobre o assunto!

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