Principais dificuldades no relacionamento entre franqueador e franqueado

O estabelecimento de um bom diálogo profissional entre franqueador e franqueado é indispensável para o sucesso de uma rede. Os problemas entre as partes, no entanto, podem acabar surgindo com o passar do tempo. Saiba quais são as principais dificuldades de relacionamento relatadas no franchising e o que fazer para contorná-las.

Todo e qualquer relação está sujeita a ter problemas. Relacionamentos, tanto pessoais como profissionais, são compostos por pessoas diferentes, que possuem mentalidades diferentes, jeitos diferentes. Para se relacionar com o outro, é necessário ter noção de que, muitas vezes,  é o diálogo que irá sustentar eventuais crises. Em uma empresa  não é diferente.

As advertências por parte dos chefes não aparecem por acaso, da mesma forma que as más avaliações feitas por funcionários. Esses feedbacks, nem sempre explanado por meio dos melhores canais, podem evidenciar os problemas da gestão de um negócio. Felizmente, o franchising  costuma ser um modelo muito horizontal de negócio. Afinal de contas, ele incentiva a troca no relacionamento entre franqueador e franqueado.

É óbvio que sempre pode haver problemas na relação entre as partes. Falhas de comunicação, conflitos de interesse e, no pior dos casos, problemas contratuais podem fazer parte do relacionamento profissional entre franqueador e franqueado. A sorte é que para tudo há uma solução – ou pelo menos uma forma de prevenção.

Fizemos uma lista de problemas que devem ser evitados para que a sua rede encontre sucesso. Vamos lá?

Dificuldades no relacionamento: treinamentos e suporte

Muitos dos problemas entre franqueadores e franqueados surgem bem no início desse relacionamento. A atuação de um novo operador inicia no treinamento que ele recebe para se tornar capaz de operar sua unidade.

Esse processo é fundamental para a capacitação dos profissionais em prol do controle de qualidade da empresa. Afinal, o franqueado gerenciará sua unidade por conta própria, tendo que respeitar a padronização da rede.

É fundamental que o empreendedor se sinta seguro para replicar o modelo da marca da melhor forma possível. Tal segurança é adquirida através de um bom programa de treinamento.

Para que seja realmente proveitoso, o processo deve contar com a participação do franqueador. Em um cenário ideal, ele deve ser visto pelo novo franqueado como uma espécie de mentor.

É compreensível que o franqueador não consiga se fazer presente em todo o período de treinamento. O que acontece em muitas redes de franquias, no entanto, é que alguns franqueadores são totalmente ausentes. Eles não proporcionam ao franqueado uma atenção que pode ser decisiva para o aprendizado do operador da futura loja.

Durante as aulas, é importante que haja um mínimo de disponibilidade. Assim, dúvidas poderão ser esclarecidas e o franqueado irá sentir que pode contar com um ponto de referência.

Por outro lado, é indispensável que o operador demonstre interesse em criar um relacionamento profissional sólido com o franqueador. O pouco contato entre as partes durante esse período não estimula o desenvolvimento dessa relação.

A relação entre franqueador e franqueado faz toda a diferença na hora de solucionar os problemas que surgem na rotina de uma unidade. Quando as partes envolvidas conhecem suas qualidades e limitações, é mais fácil encontrar meios para se trabalhar em equipe.

Como evitar?

  • a) Utilização de EAD para a participação ativa do franqueador durante treinamento;
  • b) Incentivar proximidade profissional entre franqueador e franqueado em rede.

Dificuldades no relacionamento: comunicação

Não basta apenas a confiança e proximidade no relacionamento profissional entre franqueador e franqueado. A eficiência entre essa comunicação é uma peça chave para que a parceria tenha os melhores resultados.

Muitas vezes, a comunicação entre as partes é prejudicada pela rotina cheia de ambos os profissionais. Mas isso não é desculpa para que existam falhas.

Canais de contato lentos e desorganizados podem gerar uma série de complicações. Elas podem envolver a padronização da unidade, seu funcionamento e sua gestão de crises. E isso nos mais variados momentos: durante novas campanhas, em meio à falta de matéria-prima para produção e com problemas inusitados a serem resolvidos.

Quem sai prejudicado, no final das contas, é o cliente. Caso crie uma imagem ruim em relação à marca, ele não irá hesitar em acionar a concorrência.

Deve haver à disposição de franqueador e franqueado um canal de comunicação acessível, rápido, centralizado e completo, que supra as demandas de ambas as partes. Isso evita falhas e aproxima de forma efetiva as partes, que muitas vezes trabalham a centenas de quilômetros de distância.

Como evitar?

  • a) Contar com uma plataforma online de gestão de franquias – como a Central do Franqueado – para organizar sua comunicação.

Dificuldades no relacionamento: descaso

O descaso é, sem sombra de dúvida, um grande problema para os relacionamentos em redes de franquia. Ela pode surgir em decorrência do franqueador que não dá a devida atenção às unidades. Mas também pode ser culpa do franqueado, que não pensa no sucesso da rede como um todo.

No primeiro caso, é bastante prejudicial aos operadores de loja que o franqueador não dê o suporte necessário. Principalmente se a unidade não está tendo bons resultados de venda.

Da mesma forma, franqueados que não possuem boa conduta de trabalho podem prejudicar e muito suas relações profissionais com o franqueador e, consequentemente, todo o crescimento da rede. O descaso com os padrões da rede e com suas metas é a pior coisa que um operador pode fazer. Essa não é a melhor forma de obter retorno por uma unidade e pode acarretar sérios problemas contratuais.

O que fazer para evitar essa dificuldade?

  1. a) Realizar reuniões periódicas entre franqueador e franqueado, para troca de feedbacks e definição de metas da rede por interesse conjunto.

4º: Desentendimentos contratuais

Todos os problemas citados anteriormente, se não resolvidos, podem levar a este último. O desentendimento entre franqueador e franqueado pode acabar abordando o que consta no contrato de franquia a respeito das mais diversas questões: obrigações de suporte, obrigações de exclusividade de instalação de lojas em determinados locais e também, de obrigações financeiras por parte do franqueado, claro.

Se o operador perceber que o franqueador não está cumprindo o contrato, ele pode acionar a Justiça. Da mesma forma, se o franqueador comprovar irregularidades por parte do franqueado, o mesmo pode acabar perdendo seu negócio e recebendo uma multa nada agradável.

Para os dois lados, entrar na Justiça não é coisa boa. Para a rede, então, é ainda pior. A reputação da franquia é muito prejudicada com esses casos. Essas ocorrências tornam a atração de novos franqueados bem mais difícil. Franqueador e franqueado normalmente perdem dinheiro nesse processo. E para ambos, há ainda a frustração de aceitar que o investimento não deu certo.

Como evitar?

  1. a) Realizar auditorias constantemente nas unidades de franquia, para que problemas entre franqueador e franqueado sejam detectados rapidamente.

Com tudo o que foi exposto, é fácil entender o porquê do firme relacionamento profissional em franquias ser a base do sucesso em rede. Fazer franchising é, acima de tudo, trabalhar em equipe. Para isso, é necessária a dedicação, a comunicação e a união.

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