Saiba a importância do controle interno em sua rede de franquias

De acordo com a FASB (Financial Accounting Standards Board), controle interno consiste num conjunto de políticas e procedimentos. Esses que são desenvolvidos e operacionalizados para garantir razoável certeza acerca da confiança que pode ser depositada nas demonstrações financeiras e nos seus processos correlatos. 

O que você verá nesse artigo:

O que é controle interno?

O controle interno é um planejamento organizacional e todos os métodos e procedimentos adotados dentro de uma empresa, a fim de salvaguardar seus ativos, serve também para verificar a adequação e o suporte dos dados contábeis, promover a eficiência operacional. Encorajar a aderência às políticas definidas pela direção, com o objetivo de evitar fraudes e crises na empresa. 

A função do Controle Interno deve ser de assessoria aos gestores, na busca pelos controles adequados em seus processos. Assessoria através de sugestões, recomendações e suporte. Porém, a decisão final do controle que será implementado no processo, será sempre do gestor. Ele é responsável pela operação e pelo controle de seu processo. 

O Controle Interno deve –  e essa é uma de suas maiores responsabilidades -, monitorar os processos-chave e críticos, verificando, através de suas revisões periódicas, se os controles praticados pelo gestor atendem as necessidades de controle do processo. Além disso, a área de Controle Interno deve informar a direção da organização sobre os resultados dos planos de ações estabelecidos para cada um dos riscos identificados nos nossos processos. 

A Auditoria Gerencial por exemplo, avalia o nível de segurança dos controles internos existentes na empresa, sugere e recomenda a implantação ou melhoramento de mecanismos internos de prevenção. Também, funciona assessorando a administração da empresa ao identificar a existência, deficiência, falha ou não cumprimento do controle interno. Para isso, o Auditor deverá ter conhecimento da funcionalidade e aplicação desses mecanismos na empresa.

Tipos de controle interno

A Exposição de Normas de Auditoria nº 29 (ENA 29) estabelece que o sistema de controle interno de uma empresa se decompõe em dois grupos: os de natureza contábil e os de natureza administrativa.

Os controles contábeis compreendem o plano de organização e todos os sistemas, métodos e procedimentos relativos a:

  • Salvaguarda dos bens, direitos e obrigações;
  • Fidedignidade dos registros financeiros; 

Exemplos:  

  • Sistema de autorização e aprovação de transações;
  • Princípios de segregação de tarefas;
  • Controles físicos sobre os bens e informações; 
  • Custódia de bens e direitos. 

Os controles administrativos compreendem o plano de organização, os sistemas, métodos e procedimentos pela direção com a finalidade de contribuir para: 

  • Eficiência e eficácia operacional;
  • Obediência a diretrizes, políticas, normas e instruções da administração; 

Exemplos: 

  • Programas de treinamento e desenvolvimento de pessoal;
  • Métodos de programação e controle de atividades; 
  • Sistemas de avaliação e desempenho 
  • Estudos de tempos e movimentos 

Os programas que uma empresa desenvolve para o treinamento e desenvolvimento de seu pessoal tem por finalidade contribuir para que tenhamos pessoas mais capacitadas, assim ocasionando em menor quantidade de erros durante a execução de suas funções. Colaborando para a maior qualidade do fluxo de transações da empresa.transações da empresa. 

A importância do controle em sua rede de franquias

 A importância do controle interno pode ser entendida a partir do momento em que se verifica que é ele pode garantir a continuidade do fluxo de operações com as quais convivem as empresas. Assim, a contabilidade dos resultados gerados por tal fluxo assume vital importância para os empresários que se utilizam dela para a tomada de decisões.

Entende-se então que, todas as empresas que têm controle interno adequado podem ter com exatidão as informações necessárias para uma melhor gestão. Auxiliando os administradores no aperfeiçoamento as operações em busca dos objetivos a serem atingidos. Também auxiliam aprimorando a eficiência dos processos produtivos com redução de custos e melhoria na qualidade dos produtos e serviços, tornando a empresa cada vez mais competitiva no mercado.

Em uma organização o controle interno representa os procedimentos ou rotinas cujos objetivos são proteger os ativos, produzir os dados contábeis confiáveis e ajudar na condução ordenada dos negócios da empresa. Representando os controles contábeis e administrativos de maneira clara e prática.

Pois o controle interno gira em torno dos aspectos administrativos, que influencia diretamente sobre os aspectos contábeis. Assim, é preciso considerá-los conjuntamente para determinar um aspecto de controle interno adequado. Dessa forma, as organizações devem manter um sistema de controle interno eficiente, que possibilite a detecção de eventuais falhas, erros ou fraudes, para que sejam tomadas as providências cabíveis, evitando prejuízos à empresa.

A importância dos sistemas contábil e de controles internos pode ser resumida, considerando os seguintes fatores: 

  • Tamanho e complexidade da organização:

    Quanto maior a empresa, normalmente é mais complexa a organização estrutural para controlar as operações eficientemente. A administração necessita de relatórios e análises corretas, que reflitam a situação real das transações da empresa;

  • Responsabilidades:

    A responsabilidade pela salvaguarda dos ativos da empresa e pela prevenção ou descoberta de erros ou fraudes é da administração. A manutenção de um sistema de controle interno adequado é indispensável para que as responsabilidades sejam executadas corretamente;

  • Caráter preventivo:

    Um sistema de controle interno que funcione adequadamente constitui a melhor proteção para a empresa, contra fraquezas humanas as rotinas de verificação e revisão são características importantes de um bom controle interno. Pois atuam reduzindo a possibilidade de erros ou tentativas fraudulentas que permanecem por muito tempo escondidos. Permitindo à administração ter maior confiança, nas informações e demais dados gerados pelo sistema.  A importância desses sistemas para uma empresa é que o controle pode ser entendido como a última etapa de um processo administrativo.

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