Guia básico de como se preparar para transformar o seu negócio em franquia em 2019

Este texto é para todo empreendedor que pretende, para o próximo ano, iniciar o processo de transformação de seu negócio em uma rede de franquias. Queremos que você tenha certeza de que o plano de negócio para seu empreendimento tem bases sólidas, afinal, franquear não é apenas definir a Circular de Ofertas e fechar um contrato com investidores – a preparação demanda muito estudo e, principalmente, muito trabalho.

Investir no franchising é jogo certo e isso independe da situação econômica do Brasil, mesmo com a instabilidade econômica dos últimos anos. O mercado de franquias continua crescendo constantemente, tanto em faturamento, quanto em variedade. De acordo com a Associação Brasileira de Franchising (ABF), ao final de 2017, o franchising registrou um lucro anual de 8% a mais do que no ano anterior – e estamos falando de bilhões, mais especificamente, 163 bilhões de reais. É, de fato, muito dinheiro circulando, entre as mais ou menos 150 mil unidades de franquia instaladas nos estados brasileiros.

O sucesso do formato do franchising talvez se deva por sua característica de oferecer vantagem ao consumidor, no fim das contas. É muito interessante para o consumidor que uma marca do seu interesse esteja disponível de forma acessível, através de variadas unidades. Já para a marca, a acessibilidade proporciona muito mais do que lucro proveniente de várias lojas: ela significa, também, uma exposição muito mais ampla.

Isso tudo demonstra uma maneira para que o negócio conquiste força no mercado. O franchising permite, com mais facilidade, que negócios locais alcancem novos públicos, adentrando novos territórios, tornando-se mais conhecidos e, dependendo de sua qualidade, tornando-se referências em seus setores. Portanto, como forma de expansão, o modelo é extremamente atraente para empreendedores que possuem a ambição de serem reconhecidos em seus segmentos de mercado.

Se você empreende seu negócio próprio e possui essa ambição, esse post é para você.00 Provavelmente você já está buscando se informar sobre como franquear seu negócio e, caso isso faça parte de seus objetivos a curto-prazo, fizemos esse texto para que você comece a se preparar o quanto antes. Aproveite o final do ano para alinhar o que for necessário na sua empresa – e faça do ano que vem o ano de colocar todas as mudanças em prática. Por onde começar o processo de transição ao franchising?

Plano de negócio: como começar a preparar minha empresa para se tornar uma rede?

Antes de buscar reconhecimento, é necessário se reconhecer.

Para que o processo de inserção de um negócio próprio em um mercado de franquias aconteça com segurança e foco, é fundamental que o empreendedor tenha noções firmes a respeito de seu próprio negócio e do terreno no qual está pisando. Em outras palavras, é preciso estudar o setor de mercado da empresa e analisar se a empresa já possui estrutura para se expandir através de unidades de franquia. Esse é o momento de análise de franqueabilidade, o qual, a partir da descoberta de brechas e oportunidades no mercado, certifica o empreendedor de que o negócio está pronto para suprir tais necessidades. É a partir da análise que, posteriormente, a franquia é formatada e um plano de expansão é direcionado, visando a otimização da inserção da marca nos novos mercados.

1) Análise de franqueabildade a partir da avaliação da empresa e do mercado

O quão “franqueável” meu negócio é? Essa pergunta é respondida através de um estudo aprofundado sobre o mercado e sobre a empresa. A análise de franqueabilidade é um momento de comparação entre o negócio e a oferta do mercado.

Minha empresa tem diferenciais em relação a possíveis concorrentes?
Existe o potencial de preencher um espaço vazio no mercado?
Quais as tendências do meu setor de mercado para a médio-prazo?

Essas são, resumidamente, perguntas que devem ser respondidas para que, a partir de suas respostas, o próprio negócio seja avaliado. Deve se analisar se existe capacidade financeira e estrutural para que o formato da empresa se replique em mais unidades, através de um levantamento de investimentos e, também, mudanças necessárias para que a empresa se adeque ao modelo de franchising. É durante esse processo, principalmente, que o empreendedor percebe: vale a pena franquear agora? O processo de transição precisa gerar rentabilidade tanto para o franqueador, quanto para os futuros franqueados.

É importantíssimo, entretanto, que o empreendedor tenha noção de que no início, nenhuma rede terá retorno financeiro significativo imediato das primeiras unidades, que seja suficiente para manter toda a rede. Portanto, ao franquear, o franqueador deve ter a sua disposição uma base financeira para manter o negócio de pé. A existência de tal base financeira é conferida na análise de franqueabilidade.

Antes de 2019, aproveite e procure o auxílio de consultorias que realizem, juntamente ao gestor, a análise de franqueabilidade do negócio.

2) Formatação de franquia: definindo modelos, manuais, contratos

A partir da certeza de que a replicação do negócio é viável, é hora de definir como replicá-lo.

Um dos fundamentos do franchising é o funcionamento da empresa em rede através da padronização de processos. Ao formatar uma franquia, o empreendedor deve, juntamente a sua equipe da franqueadora, encontrar os meios para definir um modelo de unidade, o qual então será vendido para futuros franqueados. Tal modelo envolve diversos aspectos, como a infraestrutura das lojas, os equipamentos a serem utilizados na produção e a atuação dos funcionários. Ao ser definido, o modelo deve ser devidamente transpassado aos franqueados, através da transmissão de know-how por programas de treinamento e, também, pela disponibilidade de suporte por parte da equipe da franqueadora. Portanto, o treinamento e o suporte também devem ser formatados da melhor forma possível. Nisso, a definição de manuais é muito útil. Nesses materiais, encontram-se todos os detalhes para a instalação e funcionamento das unidades de franquia, prezando a padronização em rede.

Existe também, claro, a parte formal da formatação de uma franquia, a qual dirá respeito às obrigatoriedades do franqueador e do franqueado. A formação de uma Circular de Oferta de Franquia é a oficialização de um documento que detalhará todas as taxas que deverão ser pagas pelos franqueados da rede, como a taxa de franquia, os royalties e o fundo de propaganda. Nela e no Contrato de Franquia, também, constarão os deveres do franqueador, em relação ao suporte às unidades, por exemplo. Esses documentos são elaborados a partir da Lei 8.955/94, a chamada Lei de Franquias.

Até o final do ano, procure ficar por dentro de todos os detalhes jurídicos que implicam a formatação de empresas em redes de franquias. Conte com a ajuda de consultores especializados na área do direito.

Formatar uma rede é algo que toma tempo. Portanto, não se apresse. Talvez, 2019 seja o ano no qual você estará de fato formatando seu negócio para poder tomar esse passo.

3) Plano de expansão: direcionamento para determinar e conquistar objetivos

Sua ambição como empreendedor interessado no franchising é expandir o alcance de seu negócio, certo? Mas, para onde? Ou melhor: quais os seus objetivos, como empreendedor, em expandir seu negócio através do formato de franquias?

É muito vazio e inapropriado pensar apenas no lucro quando o assunto é expandir uma rede. Até porque, como já comentamos, o retorno financeiro das primeiras unidades de uma rede é um retorno modesto. A caminhada para um grande faturamento em rede é longa e depende de vários fatores, principalmente do sucesso dos franqueados e da atratividade da rede para novos investidores. Para que isso ocorra de forma apropriada, é necessário:

a) Encontrar franqueados com perfil compatível para gerirem unidades da franquia;
b) Demonstrar, a potenciais investidores, que vale a pena investir em uma unidade da rede.

Para isso acontecer, mais do que qualidade em produtos e serviços, é necessário direcionamento – de investimentos e de esforços por parte da franqueadora. Não adianta nada buscar expansão em todos os territórios possíveis sem que hajam recursos financeiros e profissionais para isso. É preciso canalizar objetivos e energia, expandindo, de preferência, espiralmente a rede. Para isso, formatar um plano de expansão é último passo antes de começar a franquear o negócio. Em um plano de expansão, o franqueador e sua equipe definem por onde buscar a instalação de unidades da franquia – e a partir disso, traçam o perfil de franqueados ideais nessas localidades.

Nesse plano, são projetados também os resultados que o franqueador deseja para o seu negócio. A partir disso, metas são definidas – e estratégias de expansão são melhor desenvolvidas.
Comece agora a pensar: o que pretendo conquistar com a expansão do meu negócio através do franchising? Mesmo que o plano de expansão seja uma das últimas fases, é muito mais fácil já ter noção de por onde começar se objetivos já estão pré-estabelecidos na sua cabeça. Onde você gostaria que seu negócio estivesse disponível? Trace na sua mente um caminho para a sua empresa, mas não esqueça de manter os pés no chão.

Animado para colocar em prática suas metas para o ano que vem? Se precisar de mais uma luz, conte com a nossa ajuda! A Central do Franqueado, além de disponibilizar um blog cheio de conteúdos sobre o universo do franchising, oferece uma plataforma de gestão de unidades de franquia que pode facilitar o seu trabalho como futuro franqueador. Saiba mais aqui.