Se você chegou neste post, você provavelmente está buscando no mercado de franchising uma oportunidade de crescimento. Preparamos o material em seguida para que você sane suas dúvidas e opte, com segurança, por esse investimento. Como montar uma franquia? Como é o trabalho de um franqueador? Qual o know-how que devo adquirir para franquear e como montar um planejamento estratégico em rede? O que represento como gestor de rede?

O que lhe faz empreender?

Você já pensou na resposta para essa pergunta? Muitos, responderiam que sonham em gerir um negócio próprio, de sucesso. Entre esses, os mais sensatos, reconhecem que para seguir pelo caminho em questão, precisam de três coisas em demasia: experiência, dinheiro e sorte. Ter dinheiro suficiente para manter um projeto ideal e contar com a ajuda da sorte, em um cenário de instabilidade econômica, é o que, por fim, desanima muitos a apostarem no empreendedorismo. Muitos, no meio do caminho, desistem. Os que acreditam que realmente têm vocação para empreender e confiam no potencial do seu negócio, encontram novos caminhos para buscar o sucesso do seu empreendimento. O franchising, é um desses caminhos.

Nós sabemos que você, ao acessar esse conteúdo, tem interesse em adentrar no mercado de franquias – e com muito motivo. Apesar de qualquer movimentação do mercado brasileiro nos últimos anos, o franchising vem crescendo continuamente desde que se instalou por vez no país com sua regulamentação, na metade da década de 90. O fato é esse: as redes de franquias estão por toda parte. E em cada uma das mais de 146 mil unidades registradas no território brasileiro ao final de 2017, um franqueado reproduz o modelo de um negócio que um dia já foi pequeno. Os franqueados obtém de sua unidade de franquia o retorno financeiro que almejam. O franqueador, ao confiar o direito de uso de sua marca a quem está tendo sucesso, garante a lucratividade da rede e encontra sucesso em sua expansão.

O franchising é um modelo prático, seguro e lucrativo de negócio, por variados motivos. Mas, apesar de suas vantagens, ele demanda de franqueadores e franqueados de uma rede, uma dedicação especial para que ela vingue. Além do domínio do know-how de gestão em franquias, o qual é bastante específico, o trabalho em equipe sincrônico e passional é o grande diferencial de uma equipe de sucesso. Por isso, franquear é assumir uma grande responsabilidade – não apenas a de gestor de uma empresa que funciona em rede, mas também, a de exemplo profissional para os gestores das unidades de franquia. O bom franqueador é aquele que transpassa sua visão a todos os seus franqueados, convencendo-os a vestir a camisa da rede.

Neste post, queremos que você entenda o que é, de fato, uma franquia e qual é o papel de um franqueador. Mas, mais do que isso, queremos mostrar para você que franquear o seu negócio pode ser mesmo a melhor maneira de fazê-lo crescer. Ao final desse texto, reflita: você está pronto para embarcar nessa empreitada? Se sentir que não estiver, mas ainda assim mantiver o interesse na ideia, talvez seja uma questão de tempo para que você, pessoalmente e profissionalmente, sinta segurança para tomar essa escolha.

O que é, afinal, fazer de um negócio uma franquia?

De modo geral, você já deve ter ideia do que é uma rede de franquias. É muito comum que existam, principalmente em cidades de grande porte, diversas lojas de uma mesma marca. Podemos garantir que a maioria absoluta dessas marcas funciona no formato de franchising.

Se quiser saber mais sobre o franchising e os termos de maior uso nesse assunto, consulte nosso glossário.

Isso, porque no formato em questão, cada unidade comercial da empresa é gerida por um franqueado. O franqueado é uma espécie de gerente, o qual, partindo do seu investimento, fecha um acordo com o franqueador da rede, que lhe concede o direito de uso da marca em uma nova loja. Logo, o primeiro fator que o dono de um negócio próprio deve reconhecer, ao considerar fazer de seu negócio uma rede, é de que assumirá o papel de franqueador da empresa – e licenciará a utilização da imagem e da expertise de sua marca a investidores terceiros, que serão os chamados franqueados.

Ao adequar sua empresa ao formato de franquia, o franqueador passa a arcar com diversas obrigações legais, as quais constam na chamada Lei de Franquias, estabelecida em 1994. A lei determina que o acordo feito entre franqueador e franqueado deve estar detalhado na Circular de Oferta de Franquia (COF), a qual explana os direitos e deveres de ambas as partes. Da parte do franqueador, um de seus principais deveres é de que proporcione know-how e suporte necessários ao franqueado, para que gerencie sua unidade. O franqueado, por sua parte, terá a obrigação de pagar devidamente as taxas de franquia para garantir o seu uso, as quais incluem royalties mensais. Todos esses detalhes estarão detalhadamente determinados no Contrato de Franquia, que oficializa a parceria entre o franqueador e o franqueado.

Parece estranho pensar em permitir o uso de uma marca, que um dia já foi pequena, a pessoas que não faziam parte da gestão. Mas, o fato de que as franquias estão por toda parte comprova que tal parceria funciona. O formato é legítimo. Mas, por que ele é tão considerado por empreendedores? Por que as franquias dão certo?

 

 

Por que, então, franquear?

Existem vantagens que apenas o franchising pode proporcionar. O formato de gestão deu suas caras nos Estados Unidos a partir da segunda metade do século passado, utilizando o melhor da tecnologia para que realmente se demonstrasse como uma alternativa para o crescimento de empresas. A evolução dos meios de comunicação, principalmente, possibilitou conexões em rede que antes não existiam. O franchising segue essa lógica.

O crescimento, em rede, de franquias, se dá pela expansão da empresa em diversas localidades. Hoje, é possível manter o contato entre várias lojas através de canais práticos e ágeis de comunicação. É assim que franqueadores e franqueados se comunicam e alinham a padronização da rede, mesmo estando em locais distantes. E é a partir disso que o franchising se garante como forma de expansão para empresas.

Optar por franquear é dar um passo importante para o crescimento do seu negócio. Através do franchising, territórios que não seriam alcançados por um formato convencional de gestão são contemplados. É por um plano de expansão que a empresa expande seus horizontes e encontra franqueados para atuarem em localidades estrategicamente pensadas. Instaladas as unidades, elas fazem parte da rede da empresa – oferecendo os mesmos produtos e a mesma qualidade para públicos diferentes.

Franquear é isso: é obter lucratividade através da acessibilidade. Acessibilidade não apenas ao público consumidor, mas também, ao empreendedor que busca por uma alternativa viável para investir. O modelo de loja de uma rede de franquias está pronto e, comprovadamente, funciona. Sendo assim, disponibilizar o uso da marca é atrair investidores que querem gerir um negócio de sucesso, tornando-se franqueados e fazendo disso seu trabalho. Em tempos de crise, a ideia de apostar em algo que funciona é ainda mais interessante. Logo, franquear um negócio que possui potencial é algo vantajoso tanto para o franqueador, que quer expandir sua empresa, quanto para investidores que prezam por segurança em investir.

Como transformar meu negócio em uma rede de franquias de forma bem-sucedida?

É claro que a expansão por meio do franchising não acontece magicamente a qualquer empresa. Para tomar esse passo, é preciso muita organização, visão de mercado e também, potencial de sucesso. O dono de um negócio reconhece quando seu empreendimento está dando certo. Conquistar um público fiel, em um mercado cada vez mais concorrido, não é fácil – e talvez esse seja o maior indicativo de que a empresa tem o que precisa para crescer ainda mais. Se você gerencia um negócio, reflita sobre isso. Caso esteja convicto de que é a hora de buscar pela expansão em formato de franquias, é momento de colocar sua empresa em análise e, posteriormente, formatá-la. Como passar por esse processo de transição?

Leia mais em: Como tornar o meu negócio uma franquia? Abrindo uma franqueadora

1. Faça uma análise de franqueabilidade

Colocar seu negócio em análise é, literalmente, conferir o quão “franqueável” ele é. Na análise de franqueabilidade (leia mais sobre), você, como empreendedor, põe à prova a situação financeira e estrutural do seu negócio, bem como avalia seus diferenciais e, a partir disso, encontra as brechas para inserir sua empresa no mercado. É nessa etapa que você poderá rever o que está funcionando e o que não está funcionando na sua empresa – o que poderia ser mantido no formato de franquias e o que deveria ser adaptado. DICA: para fazer uma análise de franqueabilidade, conte com a ajuda de consultorias especializadas.

2. Formate a sua franquia e determine um plano de expansão.

É a partir da certeza de que seu negócio está preparado para passar pela transformação de se tornar uma rede que se pensa na formatação da franquia. Aqui é quando o modelo de franquia é preparado para ser vendido para futuros franqueados. Isso implica não apenas na organização do padrão das lojas, mas também, no estabelecimento de uma Circular de Oferta de Franquia (COF) e de outras questões legais. É importante também, desde o início, determinar um plano de expansão, para definir quais localidades serão exploradas primeiramente pela rede, com um objetivo em mente. DICA: os trâmites judiciais podem ser confusos e o mercado da sua empresa pode ser acirrado. Por essas e outras, conte com uma consultoria de formatação de franquias, pois elas contam com o trabalho de profissionais que possuem o conhecimento e a visão de mercado necessárias para auxiliar o franqueador iniciante.

Saiba mais sobre como expandir uma rede de franquias.

3. Busque por franqueados para implantar unidades.

Seguir um plano de expansão bem definido é a melhor forma de implantar unidades de franquia. Mas, não existe rede sem o apoio de franqueados, que afinal, são quem entram com o investimento necessário para a instalação das lojas nos locais planejados. Portanto, para iniciar de vez o processo de expansão em rede, a franqueadora deve atingir empreendedores potencialmente interessados em investir na marca. Tal trabalho pode ser feito através do direcionamento de estratégias de marketing para os territórios que fazem parte do plano de expansão. O mais importante de tudo, entretanto, é o processo seletivo dos futuros franqueados, que devem ter perfil profissional compatível com as demandas e políticas da empresa.

Como seleciono e capacito candidatos a franqueados?

Selecionar os franqueados ideais para gerirem unidades da rede é algo que define o futuro da empresa. A responsabilidade de gerenciar uma loja de uma marca já conhecida no mercado é muito grande e, além de possuir vocação como empreendedor, o franqueado deve vestir a camisa da empresa e entender que, ao menos inicialmente, o retorno financeiro talvez não seja tão grande. É por isso que durante o processo seletivo, o franqueador deve estar atento aos candidatos que possuem o perfil mais adequado.

Como escolher de forma correta os franqueados para minha rede?

É fundamental que não somente aconteçam entrevistas com os candidatos – as quais são importantíssimas para conferir seu perfil profissional e financeiro – mas, também, atividades que avaliem o know-how dos interessados. Várias redes realizam um período “Test Drive” em lojas já em atividade, para por à prova a capacidade dos futuros franqueados.
Ao tomar a decisão de fechar um contrato com um novo franqueado, o franqueador tem a responsabilidade de oferecer um programa de treinamento que o capacite para gerir a nova unidade. Não somente, é imprescindível que o franqueador também mantenha contato com o franqueado desde sua inserção à rede, visto que tal relação profissional é fundamental para o funcionamento em sincronia das lojas e para o alinhamento de interesses.

 

 

Quais minhas responsabilidades como franqueador no relacionamento com meus franqueados?

Como já comentamos, o Contrato de Franquia determina os direitos e os deveres tanto da parte do franqueado, quanto do franqueador. Nele, algumas cláusulas dizem respeito a deveres específicos do franqueador, os quais devem receber a devida atenção. As responsabilidades (leia um pouco mais sobre elas aqui) a seguir fazem parte do papel de qualquer franqueador na gestão de uma rede. É a partir delas que a empresa ganha corpo como franquia.

1. Proporcionar um completo programa de treinamento

Talvez a etapa mais decisiva para o sucesso de um franqueado na rede, o treinamento realizado no período inicial de sua atuação na rede é algo que deve ser cuidadosamente planejado pelo franqueador e sua equipe. Nele, deve ser contemplado tudo o que é necessário para que, como gerente, o franqueador faça sua unidade produzir e vender o produto da rede com o padrão de qualidade da marca para o consumidor.

O treinamento deve ocorrer de forma otimizada, para que o know-how da empresa seja transmitido ao franqueado com sucesso. É importante que o franqueador não economize nessa parte, por mais que alguns materiais e algumas aulas possam ter um custo maior.

DICA: uma forma de economizar na organização do treinamento e de torná-lo mais prático e viável a grandes redes de franquia é através de aulas EAD (ensino à distância). Ao serem feitas online, não demandam deslocamento, podem ser acessadas a qualquer horário e possibilitam o armazenamento de arquivos que podem ser consultados de forma ilimitada.

Entenda mais sobre criar matrizes de transmissão de know-how.

2. Estar disponível para prestar o suporte necessário.

Toda unidade de franquia está sujeita a passar por problemas. Infelizmente, nem todos os problemas serão resolvidos pelo franqueado e pelos funcionários. Algumas vezes, o operador não tem conhecimento para lidar com a situação. Em outras, a questão ultrapassa o seu poder de resolução. Independentemente do caso, o papel do franqueador como prestador de suporte é essencial. Nisso, o franqueador deve estar sempre disponível. Afinal, a falta de suporte é extremamente prejudicial para o funcionamento das unidades da rede, o que afeta diretamente no controle de qualidade da empresa. Para o público, isso definitivamente não pega bem.

DICA: é humanamente impossível estar em mais de um lugar ao mesmo tempo. O próprio franqueador não é o único responsável por prestar o suporte de uma rede. Mesmo assim, é preciso que a empresa encontre meios para contatar de forma rápida e precisa as unidades que estão com problemas. Plataformas online suprem essa necessidade – e a Central do Franqueado é uma delas. Temos um módulo voltado especialmente para o suporte ao franqueado. Quer conhecer mais?

3. Manter comunicação fluida com os franqueados

Dar importância ao vínculo profissional entre franqueador e franqueado é algo que passa batido em muitas empresas. Poucos entendem realmente o diferencial que isso proporciona ao trabalho em equipe de uma franquia. Mas, no final das contas, é a comunicação que mais previne e soluciona problemas (leia o artigo: A importância da comunicação assertiva entre franqueador e franqueado). É extremamente positivo não apenas para primar pela melhor qualidade da rede, mas também, para tornar o ambiente da empresa o melhor possível para se trabalhar.
DICA: a própria Central do Franqueado, em sua plataforma online, oferece um espaço programado para a comunicação acessível entre o franqueador e as unidades de franquia. Lá, inclusive, existe a possibilidade de agendar reuniões, as quais acontecendo periodicamente, fazem toda a diferença para deixar a atividade da empresa nos conformes.

O que fazer para manter a padronização do negócio em rede?

Essa pergunta já foi praticamente respondida nos tópicos anteriores. Para manter a padronização da rede e, por consequência, seu controle de qualidade – oferecendo o mesmo para todos os públicos, independentemente da unidade visitada – o franqueador também deve fazer sua parte, preocupando-se com:

a) O treinamento dos franqueados;
b) O suporte a eles;
c) A comunicação com eles.

Claro que, para que haja padronização, também é preciso que os franqueados se engajem. De vez em quando, é necessário realizar um tipo de avaliação nas unidades, para conferir se tudo está correndo do jeito certo. As auditorias, feitas por consultores de campo que visitam as lojas, são importantes nesse quesito. Através de checklists, colocam à mesa o que está indo bem e o que precisa ser melhorado.

Leia mais: a otimização das auditorias nos PDVs.

Quais os deveres jurídicos de um franqueador e de uma rede de franquias?

Para finalizar esse texto, não podemos deixar passar a questão dos deveres jurídicos que um franqueador assume ao fazer de seu negócio uma rede de franquias.
Como já mencionamos, é imprescindível que o franqueador determine legalmente a sua empresa como uma rede de franquias. Isso deve ser feito com a formação da Circular de Oferta de Franquia, a qual deve ser fundamentada pela Lei de Franquia. Também, a marca precisa ser devidamente registrada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial, o INPI.
Procure a ajuda de consultorias especializadas na formatação de franquias para não deixar nenhum detalhe jurídico escapar. A legalização da sua empresa como rede é o que permite que sua marca atue em diversas territórios.

Para saber um pouco mais sobre isso, acesse este post.

Esperamos que, através desse conteúdo, você tenha entendido um pouco mais sobre o que é franquear um negócio e o que é ser franqueador de uma rede. Caso esteja mais seguro para franquear agora, siga em frente! Estamos dispostos a ajudar você caso tenha dúvidas sobre o sistema de franchising. Aproveite também mais conteúdos do nosso blog e conheça mais sobre o mercado de franquias. Até a próxima!