O que deve ser feito para implantar uma unidade de franquia?

A instalação bem-sucedida de unidades de franquia depende de responsabilidades por parte do franqueador e do franqueado. Saiba mais

O crescimento de redes de franquias acontece através da implantação de novas unidades da empresa. É dessa forma que uma rede se expande: através da oferta do direito de uso da marca à empreendedores, os quais se tornam franqueados. A maneira que é feita a expansão de redes, na verdade, acaba sendo um dos principais fatores de sucesso do franchising no mercado – afinal, ele se demonstra como um modelo vantajoso para empreendedores que não pretendem iniciar seu próprio negócio, mas que gostariam de trabalhar como gestores. Dessa forma, expandir uma franquia é uma relação de troca – a empresa oferece ao franqueado a possibilidade de gerenciar uma loja da marca e do outro lado, uma boa porcentagem do lucro é retornado à companhia, que assim se desenvolve.

É de se esperar, então, que para que a instalação de unidades de franquia dê certo, tenham de haver esforços tanto da parte do franqueador, quanto do franqueado. Não apenas o investimento feito na implantação de lojas de uma rede é proveniente tanto da empresa, quanto do empreendedor; mas também, cada parte tem responsabilidades específicas para que a expansão realmente aconteça com sucesso. O que, afinal, deve ser feito para implantar uma unidade de franquia? Saiba como o franqueador e o franqueado devem proceder durante esse processo.

Da parte do franqueador:

  1. Pesquisando mercados: é de se esperar que uma rede de franquias tenha um plano de expansão, o qual abrange objetivos específicos. Pensando nos objetivos da empresa, a expansão não é feita de qualquer forma, para qualquer lugar. É fundamental que o franqueador, antes de dar aval à instalação de novas unidades da marca em determinados territórios, pesquise potenciais mercados que ofereçam um perfil de público-alvo que esteja de acordo com os interesses da empresa. Nesse processo, é interessante contar com a ajuda de consultores de campo – profissionais experientes, que conheçam o mercado e que possam ir atrás de informações relevantes para a definição de estratégias de expansão.
  2. Selecionando e treinando franqueados: a entrevista de potenciais franqueados – empreendedores interessados na empresa –, deve levar em conta o perfil do profissional, não analisando apenas suas qualificações, mas sua compatibilidade com os serviços oferecidos pela rede e com a rotina de trabalho do operador de uma unidade. Selecionado e contratado o franqueado, é hora de induzi-lo ao programa de treinamento obrigatório. É a partir do treinamento que o franqueado terá o know-how necessário para gerir a unidade de franquia da qual será responsável, garantindo o controle de qualidade da marca.
  3. Contratando fornecedores: antes de colocar a nova unidade para funcionar, é imprescindível que os fornecedores de matéria-prima da loja já tenham sido selecionados pelo franqueador. Sua contratação deve levar em consideração não apenas os custos, mas a praticidade da entrega e o compromisso dos fornecedores com prazos. Não se esqueça: é importante que os fornecedores sejam de qualidade, a fim de que a unidade de franquia não fique na mão.
  4. Inaugurando e divulgando a nova loja: para ser inaugurada e atrair público, é necessária a divulgação da nova unidade de franquia. Portanto, o franqueador deve pensar, talvez juntamente a uma agência de comunicação, nas estratégias de marketing que serão utilizadas para que as pessoas tenham conhecimento da loja. Tal investimento faz parte do processo de uma instalação bem-sucedida.

Da parte do franqueado:

  1. Investimentos a serem feitos: obviamente, o empreendedor que pretende ser franqueado deve separar capital para entrar com os investimentos necessários para a instalação da unidade da qual será responsável. Abaixo, listamos os principais investimentos que são realizados por um franqueado para o funcionamento de uma loja de franquia.
  2. Taxa de franquia: esta taxa funciona como um valor de entrada entregue pelo franqueado, que lhe concede o direito de uso da marca e muitas vezes inclui custos de treinamento e suporte da franqueadora. Normalmente é paga no momento do contrato.
  3. Ponto comercial e construção da loja: esta parte é delicada, pois o franqueado deve entrar em acordo com o franqueador para definir o ponto comercial para a instalação da unidade. A compra ou aluguel do ponto é um investimento feito pelo franqueado. Além disso, a construção da loja, de acordo com os padrões da rede de franquias, também é feita com capital originado do franqueado.
  4. Investimentos de estoque: nas franquias que exigem a compra de matéria-prima de fornecedores, uma das tarefas que o franqueado deve realizar antes de inaugurar a loja é comprar as quantidades necessárias de matéria dos fornecedores, para que os produtos que serão vendidos sejam produzidos apropriadamente.
  5. Capital de giro: o capital de giro são aquelas finanças reserva que garantem o funcionamento da unidade, envolvendo pagamento de funcionários, custos de manutenção e outros problemas que possam surgir na rotina de uma loja. É responsabilidade do franqueado salvar esse dinheiro.
  6. Treinamento e relacionamento com franqueadores: o franqueado de uma rede não tem apenas a responsabilidade de entrar com o capital para a expansão da empresa. O profissional deve ser suficientemente qualificado para tocar o negócio, sendo capaz de atuar como gerente de loja e representante de uma marca que não é sua. Por isso, é fundamental que sua participação no treinamento da franquia seja adequada, para que apreenda todos os conhecimentos necessários que envolvem a rotina de trabalho da empresa. É importante, além disso, que seu relacionamento com o franqueador seja comunicativo, próximo e eficiente, para que trabalhem juntos nos problemas que surgirem e para que alinhem seus interesses como empreendedores da empresa.

Lembre-se: é muito importante que a relação entre franqueador e franqueado seja a mais saudável e profissional possível, pois mais do que hierárquica, é uma relação de parceria, que deve visar o crescimento da rede como um todo. Afinal, o crescimento da empresa significa crescimento pessoal. O trabalho em conjunto de franqueador e franqueado é o que faz uma expansão realmente acontecer.