Redes de franquias são caminhos mais acessíveis de investimento para novos empreendedores, afinal, a aposta é em negócios já lucrativos. Entretanto, o futuro franqueado deve arcar com quantias consideráveis de capital para começar a gerir sua unidade – e para isso, o financiamento é uma porta de entrada

Redes de franquias são, potencialmente, uma ótima oportunidade de investimento para quem busca gerir um negócio com mais segurança e conhecimento. O modelo pronto das unidades e o know-how adquirido através dos programas de treinamento são atrativos para novos empreendedores, que na parceria com franqueadores, encontram estabilidade e maior garantia de sucesso. Todavia, como todo negócio, redes de franquia demandam determinado valor de capital para que, pela expansão e contratação de franqueados, tenham suas novas unidades instaladas e gerenciadas.

O investimento pode variar de dezenas a centenas de milhares de reais. De microfranquias, cuja Circular de Oferta de Franquia (COF) determina valores na média de R$20 mil, a grandes e conhecidas franquias, que exigem o investimento de, muitas vezes, mais de R$100 mil por parte do franqueado. Fora as taxas de franquia, os royalties e outros gastos envolvendo a sobrevivência da unidade, alimentada pelo capital de giro. A boa notícia é de que existem formas de financiamento para investimentos em redes de franquia. Feitos dos mais variados jeitos, os financiamentos tornam ainda mais acessível o formato de franchising para investidores – seja com empréstimos de instituições públicas ou privadas. Este post apresentará alguns caminhos de financiamento. Caberá a você, como empreendedor, escolher o que mais lhe convém.

1) Financiamento direto entre franqueado e franqueador

A maneira mais segura para o empreendedor de financiar seu investimento em uma rede de franquias é através do acordo direto com o próprio franqueado. São muitas as empresas que dispõem de programas do tipo, facilitando as formas de pagamento da taxa de franquia, entre outras demandas. A opção exige maior comprometimento de ambas as partes, o que deve estar explanado detalhadamente no Contrato de Franquia. Para o franqueador, o benefício vem das taxas de juros das parcelas. Para o franqueado, claramente, é uma opção que acaba pesando menos no orçamento. Redes que apostam no formato atraem mais interessados em investir.

2) Linhas de crédito em instituições públicas e privadas

O Brasil é um país bastante favorável para o investimento em franquias. Não é à toa que o número de redes de franquias brasileiras aumenta em uma constante a cada ano que passa. Uma das razões é a possibilidade de financiamento através de instituições públicas e bancos privados, que oferecem os mais tipos de planos. Não é uma opção tão segura e garantida como a primeira, mas com organização, rende frutos.

Separamos algumas opções a seguir:

No programa da Caixa, o crédito é customizado para franqueados a partir da aprovação do franqueador junto à instituição. O banco oferece recursos de capital de giro, antecipação de receitas, financiamento para investimentos, convênios, seguros e previdência.

O Banco do Brasil possui linhas de financiamento com diferenciais a partir da análise de crédito da equipe dedicada ao segmento. Há diversos serviços e produtos oferecidos pelo banco, como o BB Giro Empresa Flex, perfeito para quem precisa de capital de giro com prazo de até 36 meses para pagar,e o Afiliação Cielo, para que o franqueado possa trabalhar com os cartões Visa e MasterCard. Para que você consiga obter crédito com o Banco do Brasil, seu franqueador precisa ser conveniado ao BB Franquia.

O Bradesco garante fundo para até 80% da operação da franquia, sendo que o valor disponível é de até R$ 250 mil para microempresas e de até R$ 375 mil para empresas de pequeno porte. O prazo máximo é de 60 meses, com carência de até 6 meses e taxa de 2,28% ao mês. Há também a opção de parcelas de pagamento escalonadas, de acordo com a sazonalidade do negócio e/ou maturação. O valor máximo é de até 70% do investimento, com prazo de até 60 meses, carência de 6 meses e custo de 2,52% ao mês. O Bradesco também oferece crédito para a montagem da loja, aquisição de bens, modernização e expansão do negócio, pagamentos, gestão de caixa, entre outros serviços.

O Banco possui mais de 20 anos de experiência no mercado de franchising. Há linha de crédito para abertura de unidades e eventual venda e para projetos e reformas. Os financiamentos cobrem 60% do projeto e possuem prazo de 48 meses, com período de carência de ate 6 meses, sendo que o franqueado paga apenas os juros nesse período.

Oferece serviços que vão da implantação e modernização a expansão da rede de franquias. É possível financiar até 50% do investimento total, mas é preciso dar como garantia os recebíveis do negócio ou o próprio patrimônio. O banco também oferece linhas de repasse do BNDES, que podem ser usadas para instalar a nova unidade ou modernizá-la.

Desde 2015, o Santander possui um programa global voltado a pequenos e médios empreendimentos,o Santander Negócios & Empresas, uma iniciativa que combina capacitação, networking, incentivo à internacionalização e produtos de atendimento, crédito e serviços. O banco oferece empréstimos apenas às franquias que são suas parceiras. Aqueles que adotarem a linha terão descontos progressivos no aluguel de máquinas Getnet, que passam cartões de débito e crédito, e também nas taxas da linha de crédito.

A linha de crédito oferecida pelo banco pode ser utilizada tanto para ampliar a rede como para a reforma ou a modernização das unidades já existentes e da fábrica. Para financiamento de até R$ 10 milhões, as franqueadoras devem procurar um banco credenciado pelo BNDES, pois a instituição não possui loja física (todos os grandes bancos são credenciados). Acima desse valor, a empresa deve enviar uma carta-consulta ao BNDES solicitando o recurso.

 

Observações importantes sobre financiamento: não esqueça!

1) Lembre-se de que o financiamento deve ser pago a cada mês, o que afetará sua lucratividade com a unidade de franquia inicialmente.

2) NUNCA financie todo o valor do investimento. Especialistas indicam que o ideal de máximo investimento é de 50% do valor, afinal, ninguém está imune a dívidas.

3) Pesquise a respeito do negócio para decidir qual é a melhor forma de financiamento, levando em conta o potencial de lucro da empresa.

4) Capital de giro é o sangue da sua unidade de franquia. Nunca gaste mais do que ⅓ do valor de caixa para quitar parcelas de empréstimo, pois reservar dinheiro é essencial.

Normalmente, o investimento a ser feito pelo franqueado envolve a taxa de franquia, a instalação da unidade e o próprio capital de giro. É fundamental que o investidor busque todas as informações necessárias e que tenha tudo explicado detalhadamente no Contrato de Franquia. Portanto, muito cuidado no momento de escolher onde investir. É responsabilidade do franqueador, também, deixar o empreendedor a par de todos os detalhes.

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