Empreende ou pretende empreender, mas tem medo de fracassar? Saiba que nenhum negócio está imune à falência. Redes de franquias, então, são estruturas complexas que precisam de uma atenção especial. O que exatamente pode levá-las a não dar certo? Quais as medidas a serem tomadas para que o destino da empresa não seja seu fechamento?

Todo ano, no mundo dos negócios, grandes empresas anunciam o seu fim. É normal que em meio a crises econômicas e competitividade cada vez mais acirrada, companhias não se sustentem mais e empreendedores desistam do negócio. Às vezes, uma escolha errada pode levar a uma série de complicações, que colocam a gestão da empresa em um caminho sem volta. Nenhum empreendedor está cem por cento seguro. Estratégias bem pensadas, mudanças planejadas e objetivos claros devem ser pauta diária da menor à maior empresa, a fim de que se adapte as condições atuais do mercado e sobreviva.

A questão fica ainda mais delicada para redes de franquias, que exigem do gestor – um franqueador para diversas unidades de franquia – ainda mais preparo e visão de mercado. Afinal, uma empresa de franchising está muito mais suscetível a falhar do que uma empresa convencional, caso suas unidades não estejam de acordo umas com as outras. Neste post, preparamos os principais motivos que podem levar uma rede de franquias a falir, bem como soluções para tais situações. Saiba que os problemas nas lojas podem ser resultado tanto da falta de planejamento do franqueador, quanto do franqueado.

 

Problema 1: Falta de planejamento no plano de expansão

Transformar uma empresa em uma rede de franquias é algo que exige atenção em detalhes e muito, mas muito planejamento. Isso porque a instalação de novas unidades é algo que demanda muita pesquisa de mercado. Determinadas empresas, de determinados segmentos, são mais bem-sucedidas em determinadas localidades, voltadas para públicos-alvo específicos. Não é por menos que uma das principais causas de fracasso de vendas de unidades de franquia é a má escolha do ponto comercial. Na falha do franqueador, quem também sai prejudicado é o franqueado, que investe seu dinheiro em um negócio que não proporciona retorno. Toda rede de franquias pode passar por essa situação, mas passar por isso com frequência significa falta de planejamento e posterior falência.

Solução: Traçar plano de expansão de acordo com objetivos e respeitar tempo de retorno.

É responsabilidade do franqueador, antes de tudo, determinar os objetivos que tem com a rede. Quais mercados atingir, quais metas alcançar. É a partir disso que as estratégias de expansão são criadas, com o auxílio de uma consultoria. O empreendedor deve lembrar de que no mercado, o retorno em lucro leva tempo. De nada adianta instalar várias unidades de franquia esperando mais lucro, mas não ter capacidade para oferecê-las suporte.

 

Problema 2: Despreparo do franqueador em relação à concorrência

Todo empreendedor que embarca no mercado de franquias deve ter a noção de que o franchising é um mercado extremamente concorrido. A todo momento surgem startups que podem oferecer algo melhor do que empresas que já existem. Tais startups encontram nas necessidades do consumidor, diferenciais para seus produtos. Com estratégias de comunicação, chamam a atenção do público e pronto – conquistam clientes de outras marcas. O franqueador de uma rede, caso não esteja ligado na concorrência, em algum momento irá sentir perdas; e se não tomar providências rápido o suficiente, ficará muito para trás. E saiba que reconquistar públicos é mais difícil do que conquista-los na primeira vez.

Solução: pesquisar concorrência, apostar em tecnologia, estratégias de marketing digital.

Se suas vendas baixaram, é porque provavelmente os consumidores estão mais satisfeitos com a concorrência do que com você. É essencial que toda rede tenha um conhecimento aprofundado de sua concorrência, entendendo as vantagens que oferece. Um time de pesquisa, formado por profissionais das Relações Públicas, pode fazer a diferença. E, a partir desse conhecimento, o investimento em novas tecnologias e estratégias de marketing digital bem direcionadas, é o que é necessário para trazer mais qualidade para seus produtos, reconquistar públicos e cativar novos consumidores possivelmente interessados na sua empresa.

 

Problema 3: Programas de treinamento ineficazes e falta de suporte

Outra falha da rede e não do franqueado diz respeito a programas de treinamento ineficazes e a falta de suporte necessário para os franqueados. O treinamento é um processo básico para a transmissão de know-how necessário para a gestão de unidades por parte dos franqueados e deve oferecer um aprendizado de qualidade. Não dar o devido valor a ele é colocar o negócio nas mãos de profissionais que não estão preparados para manter unidades da rede. Além disso, falhar com o suporte aos operadores é deixar a empresa em risco, pois dessa forma seu padrão de qualidade é prejudicado, os clientes ficam insatisfeitos, as vendas diminuem e o resto você já sabe.

Solução: treinamentos EAD, plataformas de comunicação e suporte online.

Se o descaso com treinamentos é resultado da falta de investimento voltado para eles, está na hora de aderir a ferramentas EAD (Ensino à Distância). São produzidas uma única vez e podem ser acessadas a qualquer local e hora. Isso evita gastos com deslocamento de profissionais e possibilita a consulta sempre que necessário, além de que muitos materiais didáticos podem ser feitos com a tecnologia. Para o suporte, plataformas online, como a Central do Franqueado, são soluções práticas e acessíveis. A Central, por exemplo, permite o envio de manuais e a comunicação direta entre franqueadores e franqueados. Saiba mais aqui.

 

Problema 4: Descuido com capital de giro

Agora, com os problemas de gestão provenientes do franqueado. Uma unidade de franquia, por si só, é financiada com os investimentos de um empreendedor selecionado para ser franqueado. A gestão da loja será de sua responsabilidade, incluindo todos os gastos de manutenção e as taxas de franquia. Para que a unidade se mantenha, é necessária uma reserva de investimento, chamada de capital de giro – o dinheiro utilizado para a manutenção. Não separar tal capital é operar em um risco gigantesco de falência da unidade; e isso é uma realidade presente no franchising. Muitos franqueados desistem do negócio porque não têm dinheiro para mantê-lo, ou seja, não possuem capital de giro suficiente.

Solução: planejamento financeiro, auxílio de consultorias.

Parece fácil falar, mas o necessário nessa situação é ter planejamento financeiro. Negócios não são brincadeiras e levar o nome de uma marca que não é sua é uma responsabilidade ainda maior. Portanto, organizar detalhadamente os investimentos é uma tarefa essencial de todo franqueador. Ter o auxílio de consultorias para isso é sempre interessante, principalmente para empreendedores iniciantes. De forma alguma, opere com pouco capital de giro.

 

Outros fatores: franqueados fora do perfil, nicho de mercado específico, sazonalidade

Alguns problemas que não são tão previsíveis e que também não vêm de falhas especificamente dos franqueadores ou franqueados podem levar unidades de franquia ao fracasso. Às vezes, a coisa simplesmente não bate. Os franqueadores percebem que contrataram franqueados que não fecham com o perfil da empresa e eles, também, notam que seu lugar de trabalho não é ali. Unidades fecham devido a isso e devido ao relacionamento raso entre as duas partes. É fundamental que no processo seletivo de franqueados, a empresa trace um perfil bem definido dos profissionais pelos quais têm interesse. Afinal, gerir uma unidade de franquia é uma entrega profissional muito grande, que demanda tempo e dedicação. O empreendedor deve sentir vontade de trabalhar para a empresa e entender que seu retorno pode levar algum tempo para chegar.

Também, as coisas se dificultam quando o nicho de mercado da rede de franquias é bem específico. Isso restringe os públicos-alvo a serem atingidos, logo, a instalação de unidades de franquia estará sempre sujeita a não dar muito certo. A sazonalidade de determinados produtos também é um empecilho na expansão de redes. Nesses casos, existem algumas alternativas, as quais se preocupam principalmente com o comportamento dos consumidores em relação à marca. Empresas de nichos bem definidos devem investir no relacionamento que possuem com seus clientes: seja com promoções, ou planos de fidelidade. Colocar o cliente em primeiro lugar, independentemente, é sempre o melhor caminho. Isso está em realizar feedbacks constantemente e criar vínculos entre consumidor e marca. Uma empresa que é querida por seu cliente terá importância em sua vida – e sua eventual falta seria prejudicial.

Esta dica vale para qualquer rede de franquias que busca pelo sucesso: ouça o consumidor acima de tudo e utilize de estratégias de comunicação para se tornar cada vez mais próxima dele. Seja com um bom atendimento, ou com um marketing bastante pessoal, a humanização de uma empresa é sempre um caminho para que ela faça parte da vida de seus clientes.

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