Problemas na padronização de franquias: o que fazer para evitar

Para manter o controle de qualidade, uma rede de franquias deve sistematizar seus processos. Saiba como efetuar a padronização

O cerne de uma rede de franquias bem-sucedida é seu sistema de padronização de processos. É através dele que é garantido o controle de qualidade nas unidades da empresa, por mais longe que elas estiverem uma das outras. A padronização de produção, de entrega de serviços, de atendimento, bem como de ponto de venda e de imagem de marca, é importante para o reconhecimento da qualidade da empresa por todos os públicos.

Todavia, para que isso funcione, é necessária uma visão ampla de mercado, a fim de que a organização da empresa em meio a seu segmento seja a melhor possível. Sem padronização, uma série de problemas pode aparecer: desde a perda de qualidade dos produtos, ao consequente avanço de velhos e novos concorrentes que possam oferecer, realmente, o melhor produto para os consumidores. Neste post da série sobre Problemas em Franquias, vamos dar cinco dicas para que a padronização de uma rede de franquias seja eficiente – para que assim, complicações futuras sejam evitadas. Vamos lá?

1) Proporcionando o melhor treinamento possível para futuros franqueados

Após passar a peneira nos candidatos que mais fecham com o perfil da rede, a empresa deve se preocupar em proporcionar um programa excelente de treinamento para os futuros franqueados. Essa parte inicial é essencial para que o funcionamento das novas unidades de franquia seja desde sempre no mesmo nível das unidades mais velhas, a fim de que o controle de qualidade realmente exista – e que os clientes possam consumir os produtos e serviços que tanto confiam também nas novas lojas. Afinal, os franqueados terão o papel de gerenciar o dia-a-dia dessas unidades, supervisionando o trabalho dos funcionários, reportando questões à franqueadora e sabendo como lidar com as mais diversas situações.

Para isso, o programa de treinamento deve ser um momento rico de aprendizado. Seja ele feito em aulas presenciais, ou por EAD, ou melhor ainda, pelos dois, o que importa é que o essencial sobre a empresa seja transmitido aos novos franqueados. Consultorias de treinamento podem ser bastante úteis nesse processo. Sistemas de bancos de dados também são muito funcionais para armazenamento de conteúdos que podem ser visualizados a qualquer hora e lugar, sendo acessíveis nos momentos mais cruciais. A plataforma da Central do Franqueado oferece um módulo voltado para isso e você pode saber mais sobre ele aqui.

2) Participação presente da franqueadora – oferecendo suporte, esclarecendo questões

De alguma forma, a franqueadora deve estar de olho em todas as suas unidades de franquia – mas não apenas para supervisionar, de vez em quando, a efetividade dos franqueados e funcionários. A atividade da franqueadora vai além do trabalho de seus gerentes e consultores. Ela deve estar disposta a atender as questões das unidades e a resolver todos os problemas que possam aparecer. Oferecer suporte aos franqueados é possivelmente uma das partes mais indispensáveis na gestão de uma rede de franquias, afinal de contas, ninguém nasce sabendo – e os franqueados, em seus primeiros meses de trabalho principalmente, precisarão de muita ajuda. Assim, a qualidade das unidades é mantida até em momentos de crise.

Não apenas oferecendo suporte, a franqueadora deve deixar seus franqueados e funcionários sempre a par do que está acontecendo na empresa, principalmente em relação a mudanças de produção e no ambiente de trabalho. Para isso, campanhas de endomarketing sempre são bastante eficientes na disseminação de ideias dentro de uma empresa, a fim de que as melhorias sejam feitas.

3) Analisando e qualificando fornecedores

Esta parte diz muito a respeito do produto em si que a rede de franquias oferece. Todo produto precisa de uma matéria prima para ser produzido, certo? Então, em uma rede de franquias, com suas muitas unidades de produção, é fundamental que a matéria prima para a elaboração dos produtos seja da mesma qualidade em todas as lojas. Para isso, deve existir um controle rigoroso dos fornecedores escolhidos.

É importante que a franqueadora tenha o papel de analisar a qualidade dos fornecedores periodicamente: tanto em relação à matéria prima em si, quanto a prazos e logísticas de entrega. De nada adianta um fornecedor que oferece bons preços e bons produtos, mas que não os entrega no prazo determinado, por exemplo. A partir dessa análise, a qualificação de fornecedores já contratados, ou a contratação de fornecedores melhores, pode vir à tona. A comunicação entre a franqueadora e os fornecedores faz toda a diferença – e a Central do Franqueado oferece um módulo que aborda exatamente isso.

4) Preocupação estética: design das unidades, atendimento dos funcionários

No caso das franquias, não menos importante, está a aparência. Um dos primeiros contatos que os clientes terão com a marca será o contato visual: o impacto que a loja proporcionará em sua estrutura. Da mesma forma, um bom atendimento também traz uma imagem muito positiva para a empresa, afinal, todo cliente gosta de se sentir bem acolhido.

No franchising, é essencial que as unidades de uma rede sigam um padrão estético, que sirva tanto como reconhecimento da marca, quanto como indicativo de que sua qualidade é a mesma em todos os lugares. Por isso, durante a instalação de novas lojas, esse cuidado deve ser especial. Um ambiente confortável e bacana é mais um convidativo para novos clientes, também. E, a respeito do atendimento dos funcionários, um diferencial é o seu treinamento, a fim de que aprendam como a marca busca pessoalizar sua imagem na relação com os clientes. Você já se sentiu super bem atendido em determinados restaurantes de franquias, por exemplo? Pois então: normalmente esses locais têm o costume de prepararem seu corpo de funcionários para proporcionarem a melhor experiência possível para todos os consumidores. Isso está diretamente associado ao controle de qualidade.

5) Uma comunicação interna bem estruturada resolve (quase) todos os problemas

Independentemente da situação, nada se resolve sem comunicação. No franchising, várias partes devem estar interligadas para que a sinergia da empresa não falhe e, para isso, canais eficientes de comunicação devem fazer parte da empresa. Não apenas eficientes: acessíveis, fluidos, democráticos. De nada adianta só a franqueadora ter acesso as funções de tais sistemas. Os canais de comunicação devem ser úteis para que os franqueados e os funcionários reportem questões a serem resolvidas, bem como insatisfações e todo tipo de análise dos consumidores. Isso, além de facilitar a resolução de problemas, pode auxiliar na pesquisa da empresa para novas maneiras de se pensar em produção, visando sempre a evolução da marca. Sendo assim, fique de olho nisso. Não existe padronização sem troca de informações.

O próximo post da série Problemas em Franquias abordará um pouco mais sobre a comunicação dentro do franchising. Mas, enquanto isso, que tal ir conhecendo a nossa plataforma? Temos um módulo comunicacional especial, que visa a fluidez e a centralização da comunicação entre franqueados e franqueadores. Quer saber mais? Então entre em contato conosco!