Série: Marcas e gestão no franchising | Storytelling: a emoção como atrativo de consumo

O resultado quando negócios se conectam com a vida de seus clientes é uma forma de persuasão. Conheça mais sobre a estratégia de contar histórias

Mais do que nunca, as marcas estão presentes no cotidiano das pessoas nos mais diversos contextos. A chamada Internet of Things, por exemplo, é um canal de comunicação encontrado pelas empresas para que seus produtos e serviços estejam acoplados às atividades da rotina de usuários de dispositivos com acesso à rede. Entretanto, não é só o avanço da tecnologia que proporciona uma maior presença de companhias na vida das pessoas. A forma de fazer marketing evolui quando se é entendido, de forma mais clara, como os consumidores optam pela escolha de determinados produtos. Hoje, é perceptível a atração emocional que clientes têm às suas marcas favoritas. Marcas que despertam sentimentos de desejo, felicidade e identificação, conquistam a preferência de públicos-alvo.

Mas, tocar a alma das pessoas não é uma tarefa fácil, ainda mais em um âmbito mercadológico. É aí que entra a “humanização” do negócio – através das estratégias de storytelling, eficientes em gerar conexões. Muitas são as peças publicitárias televisivas que contam histórias e, não necessariamente, vendem produtos. Clássicos exemplos são as peças de natal da rede de supermercados Zaffari. Pois então: o propósito do storytelling, do “contar histórias”, é persuadir, emocionar, conectar, atrair. É fazer a marca ser lembrada através da identificação do público nela. É mostrar que a presença da marca pode fazer parte da vida do espectador. Empresas que, em suas ações de marketing trazem aspectos reais do cotidiano, se aproximam da realidade das pessoas; se tornam mais humanas.    

Cativar para fazer comprar: compreendendo o público-alvo

O marketing no formato de storytelling deve ser cativante. Cativar é, primeiramente, conhecer e compreender o outro. Logo, a empresa que busca cativar consumidores deve compreender suas necessidades e seu estilo de vida. Antes de criar histórias a serem contadas, o perfil do público-alvo deve ser conhecido nos maiores detalhes possíveis. Sendo assim, as mensagens serão mais interessantes e as histórias, mais identificáveis. É fundamental que o time de marketing de qualquer empresa coloque como prioridade, a pesquisa das características de seus consumidores.

Além disso, a compreensão do cativar também está em fatores específicos, como linguagem e atrativos visuais. O texto escolhido nas histórias das peças de storytelling não é o texto imperativo relacionado à compra. As palavras são do vocabulário do dia-a-dia – as frases, devem contemplar o cotidiano do consumidor, bem como as imagens. Em peças audiovisuais, o storytelling está em cada take. Histórias podem ser contadas em propagandas de trinta segundos se forem claras e envolventes. O grande trunfo de contar histórias é, justamente, envolver e persuadir. E persuasão, afinal de contas, é o princípio da venda e compra de produtos. O diferencial do storytelling é gerar espontaneidade, através das associações que o consumidor realiza entre o seu estilo de vida e a visão da marca.

 

A importância da espontaneidade do storytelling no marketing

O caráter espontâneo das técnicas de storytelling é seu grande trunfo. Isso porque, principalmente no âmbito digital, o que é atraente é o que tem espontaneidade e instantaneidade. A agressividade do marketing tradicional, da imperatividade, perde cada vez mais força. Não é esse tipo de publicidade que é compartilhado nos perfis do Facebook, por exemplo. Agora, uma campanha sutil e envolvente, que não enfia produtos e serviços goela abaixo dos usuários, ganha likes e shares simplesmente por ser cativante. A maioria dessas campanhas usa formas de storytelling, através do atrativo da emoção.

É a espontaneidade que evoca emoções, afinal, emoções são espontâneas. É por isso que o discurso da empresa e sua visão devem ser apresentados nos detalhes e na leveza – e o storytelling abrange tais características. Em um mercado de ampla concorrência e bombardeio de informações a consumidores, é a leveza que se destaca.

Não existem regras para a elaboração de peças de storytelling. E reiterando, além de criatividade, é preciso conhecimento durante a produção das mesmas. Conhecimento de mercado e de público-alvo. A criatividade é responsável pela utilização dos detalhes, da sutileza, e da forma como a marca estará vendendo sua imagem ao público.

Redes de franquias obrigatoriamente devem ter tais conhecimentos, pois a pesquisa de públicos é essencial para a expansão das companhias. Por isso, que tal colocar a mão na massa? Alie pesquisas ao processo criativo da equipe de marketing e faça a sua empresa contar histórias e se tornar mais próxima dos consumidores. Faça sua marca se mostrar real.