Custos de implantação de uma franquia: quais são?

Abrir uma nova unidade de franquia demanda alguns investimentos. Entenda mais

Comprar uma franquia vai muito além de separar dinheiro e assinar um contrato. O investimento a ser feito engloba muitos aspectos operacionais, os quais devem estar fresquinhos na mente do franqueado. O investidor precisa, também, saber exatamente quanto dinheiro dispõe, tendo em conta quais serão as despesas totais que terá ao montar uma unidade e operá-la. A lista a seguir apresenta, de forma resumida, quais serão os investimentos que o empreendedor deverá realizar ao embarcar nessa jornada. Vamos lá?

1. A taxa de franquia

A chamada Taxa de Franquia funciona como uma espécie de valor de entrada. Ela dá ao franqueado o direito de fazer parte da rede e também de usar a imagem da marca da empresa franqueadora. Em muitos casos, a taxa ainda cobre os custos do treinamento inicial que será realizado com próprio franqueado e sua equipe, além de incluir o serviço de apoio da franqueadora à implantação da unidade. Normalmente, a taxa é paga logo na assinatura do contrato e em sua renovação.

2. A compra do ponto comercial

Normalmente, as franquias de vendas de produtos necessitam de um ponto comercial. A escolha do ponto comercial faz toda a diferença no sucesso do negócio, pois uma loja bem localizada, está exposta a um contingente muito maior de potenciais consumidores. Entretanto, essa é uma parte delicada, afinal, é um investimento imobiliário por parte do franqueado. Os imóveis estão ficando cada vez mais caros e essa se tornou uma das despesas que mais dão dor de cabeça. Se a escolha do ponto for bem-sucedida, o empreendedor poderá até mesmo reaver o dinheiro investido e obter lucro, caso o local for valorizado.

Não esqueça: o franqueado tem o direito de utilizar o imóvel apenas durante a vigência de seu contrato – isso, no mercado, se chama “pagar as luvas”. E além disso, ele terá que pagar um valor de aluguel mensal, caso opte por essa opção, e isso não está contabilizado no investimento inicial.

Algumas franquias do setor de serviços, sendo elas normalmente microfranquias, não precisam de pontos comerciais para operar.

3. Reformando, mobiliando e equipando da loja

O ponto comercial alugado, na maioria dos casos, precisará ser reformado de acordo com as regras estabelecidas pela rede. Isso, levando em conta a padronização das franquias. Portanto, o franqueado deverá adquirir também o mobiliário e os equipamentos listados pela franqueadora, a fim de manter o padrão visual da rede e também de prestar o serviço de acordo com as normas da franquia.

4. O estoque inicial

A maioria das empresas franqueadoras auxilia o franqueado no momento de montar seu primeiro estoque, listando quais são os produtos que devem compor o catálogo da loja – em alguns casos, estipulando prioridades. Elas também indicam as quantidades de compra de cada item, estimando então, qual o valor que será investido nessa primeira compra. Quando falamos de franquias do setor de serviços, esse investimento em estoque inicial não existe ou é bastante reduzido, englobando apenas os investimentos com equipamentos necessários para a execução do trabalho.

5. O capital de giro

Ter recursos para financiar a rotina do empreendimento, pagando funcionários, renovando o estoque e fazendo manutenções é essencial, e no início, o negócio não tem seus próprios recursos. Portanto, é papel do empreendedor guardar o chamado capital de giro – que nada mais é do que uma reserva que assegura o funcionamento da unidade em seus primeiros meses.

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