Hoje a Central do Franqueado vai contar um pouco da história do franchising no Brasil. Por aqui, o sistema só começou a ser utilizado na década de 1960 com o surgimento das escolas de idiomas Yazigi e CCAA. Naquela época, o negócio ainda não era tão bem estruturado como é hoje, e se baseava muito mais na transferência de know-how através do material didático.

Na década de 1970, o modelo de franchising ficou mais organizado e marcas de segmentos diversos começam a adotá-lo como estratégias de expansão. Exemplos são Boticário, Ellus, Água de Cheiro etc. No mesmo período também desembarcaram por aqui algumas marcas americanas como McDonalds, com um trabalho forte de internacionalização. As redes de varejo nas áreas de confecções, acessórios e cosméticos começaram a empregar o franchising principalmente com o desenvolvimento de shopping centers e o fortalecimento da interiorização do país. Atualmente ? do faturamento dos shoppings são provenientes de redes de franquias.

Entretanto, foi na década de 1980 que o movimento do franchising realmente ganhou força no país, com um boom de empresas adotando o sistema. Para organizar a atividade, surge, em 1987, a Associação Brasileira de Franchising (ABF). Com a criação da ABF, o setor pôde amadurecer, o que levou, mais tarde, à publicação da lei nº 8.955/1994, que dispõe sobre o contrato de franchising e dá outras providências.

Com a aprovação da lei, o franchising teve uma adesão ainda maior no Brasil, pois a partir disso os empreendedores se sentiram mais seguros para investir nesse modelo de negócio. Assim, na década de 1990, há um crescimento considerável do setor, com o aprimoramento das técnicas de gestão, de repasse de conhecimento e de organização do franchising. Nesse período, começam a se destacar no mundo dos negócios as franquias de serviços, com franqueados cada vez mais exigentes e informados. Essa profissionalização das pessoas envolvidas com o modelo de franchising ocorreu muito por conta da chegada da internet e da aceleração do movimento de globalização.

Franchising brasileiro hoje

A partir da década de 2000, o modelo de franchising continuou a crescer no Brasil. Segundo dados da ABF, de 2014 para 2015 o setor de franquias brasileiro faturou 8,3% a mais, com um crescimento contínuo desde 2011. No mesmo intervalo de tempo também cresceu o número de unidades franqueadoras (+4,5%), o número de unidades de franquias (+10,1%) e o número de empregos diretos gerados pelo setor (+8,5%) . Ou seja, o franchising brasileiro ainda está em momento de expansão e crescimento e muitos capítulos de sucesso ainda serão escritos na história do setor.

O que se pode observar hoje é um movimento de internacionalização do franchising brasileiro, com marcas de franquias espalhadas por 60 países. Em 2015, segundo a ABF, eram 135 redes brasileiras com presença no exterior (110 com unidades e 24 exportadoras). Em 2014, eram 106 marcas (96 com unidades e 10 com exportação).

Segundo os especialistas, hoje o franchising vive sua 4º Geração, conhecida como a era do Learning Network (Rede do Aprendizado Contínuo). Nesse momento, vemos cada vez mais todos os membros da rede participando ativamente dos rumos da empresa franqueadora, auxiliando nas decisões estratégicas. Em um mundo repleto de novas tecnologias, a velocidade e a quantidade de informações são muito maiores e o repasse de know-how pode ser feito de diversas maneiras, por meio de sistemas integrados como o da Central do Franqueado. No contexto contemporâneo, é a rede (muitas vezes virtual) entre franqueados e franqueadores que vem tornando o modelo de franchising ainda mais forte.

 

Infográfico história do franchising no Brasil

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