A internacionalização é uma realidade cada vez mais presente nas redes de franquia. Em 2014, eram 106 marcas atuando em 53 países. Em 2015, esse número saltou para 134 marcas, atuando em 60 países.

   De acordo com a ABF, entre as principais razões para ingressar em mercados estrangeiros estão:

  • Mercado doméstico pequeno ou já saturado;
  • Estrutura de mercado e barreiras à entrada;
  • Vantagens comparativas;
  • Otimização da estrutura de produção;

   A internacionalização gera um aumento na escala da produção, permite explorar todos os potenciais da marca, alem do aperfeiçoamento de processos internos e diminuição da dependência das vendas no mercado interno.

   Em 2010, a ESPM realizou, com apoio da ABF e do SEBRAE-SP uma pesquisa para avaliar as principais razões pelas quais os empresários iniciam o processo de internacionalização:

  • 100% dos entrevistados concordaram que o fato motivador e a possibilidade de explorar globalmente seus serviços e produtos.
  • 90% declarou que e a chance de explorar um mercado ainda não atendido
  • 70% afirmou que e o forte conhecimento sobre as peculiaridades do pais que desejam atuar
  • 65% declarou que e o fato de ja terem estudado de maneira criteriosa e estratégica a inserção nesses mercados.

O que é preciso saber para iniciar a internacionalização de uma franquia?

   Porém, antes de iniciar as operações em um pais estrangeiro, é preciso muito conhecimento e estudo sobre o mercado e sobre os hábitos de consumo daquela população, especialmente do público-alvo que sua empresa pretende atingir.

   Além disso, é preciso prever o orçamento necessário. Internacionalizar uma marca exige um alto custo e o empreendedor precisa estar preparado para lançar mão de um alto investimento.

   A empresa deve ficar atenta também a eventuais barreiras protecionistas no pais em que deseja atuar. Para isso, é ideal pesquisar em sites institucionais do país escolhido e até mesmo entrar em contato com consultorias especializadas em internacionalização.

   A pesquisa realizada pela ESPM revelou também os principais entraves no processo de internacionalização:

  • 65% dos entrevistados apontaram que falta de garantia de que o padrão de negócio seja replicado no exterior é um entrave. Isso depende da estratégia de expansão internacional, visão estratégica e sensibilidade a diferenças entre os países.
  • 55% das respostas, mostrou que é a questão de ter que encontrar e treinar pessoas para trabalhar conforme o modelo de negócio (o que demanda a busca e capacitação por executivos com experiência internacional);
  • 55% apontou também as exigências diferentes dos consumidores em cada região, o que pode ser identificado a partir da aplicação de pesquisas de mercado local e criação de um Sistema de Inteligência em Marketing Internacional (SIMI).

   Antes de internacionalizar, é preciso ter uma base sólida estabelecida no Brasil. Esse know how adquirido vai ajudar no planejamento estratégico da empresa, na visão de mercado e na consolidação da marca. É preciso muito esforço, estudo e energia para atuar em mercado estrangeiro. Para decidir se sua franquia deve ou não internacionalizar, é importante pensar se o mercado no Brasil está saturado, se há público em algum outro país que seja interessante o franqueador levar o negócio e estudar esse novo mercado para avaliar as possibilidade.

   É interessante buscar também consultores especializados em internacionalização, além de conversar com profissionais especialistas em negócios no país em que o franqueador deseja começar o negócio.

   Para auxiliar as franquias no processo de internacionalização, a ABF possui um projeto, o Franchising Brasil. O principal objetivo do projeto é impulsionar as marcas brasileiras para o mundo. Há diversas ações de que as empresas podem participar, como feiras, missões comerciais e de prospecção de mercado, ou ainda o acompanhamento nas visitas técnicas para conhecimento de mercado.

Tudo o que você precisa para sua rede de franquias!

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